Viagem Aérea Com Animais Para O Exterior Requer Informações

Neste período de férias, as viagens internacionais costumam ser realizadas por famílias brasileiras. Para as pessoas que optam levar os animais de estimação é fundamental adotar medidas preventivas. A consulta com um médico-veterinário e a verificação da carteira de vacinação faz parte desta postura.

“As doses anuais e os prazos dos controles de parasitas, como vermes, pulgas e carrapatos precisam estar dentro da validade. Esse cuidado é importante tanto para a saúde do pet quanto para a dos demais animais que terão contato com ele”, enfatiza Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios (www.revistaecotour.news).

As vacinas obrigatórias em cães e gatos são as antirrábicas, que são exigidas tanto em viagens nacionais quanto nas internacionais. As vacinas recomendadas para os cães são as múltiplas (V8 ou V10) e para os gatos, as múltiplas são V3, V4 ou V5. Para os cães, existem as vacinas opcionais: gripe, giárdia e leishmaniose.

“O tutor responsável deve estar atento a questões que antecedem a viagem aérea, bem como durante todo o trajeto”, diz o médico-veterinário Alexandre Merlo, gerente técnico de Animais de Companhia da Zoetis. De acordo com o especialista, alguns incômodos ao animal são inevitáveis. “Assim como nós, os animais também sentem a diferença de pressão, principalmente durante a decolagem e a descida do avião. “O ideal é que o cão esteja junto ao tutor, na cabine, e possa ter acesso à água e comida durante a viagem para minimizar o estresse”, completa.

A maioria das companhias exige idade mínima de quatro meses para embarque e peso máximo de 10 kg, incluindo a caixa de transporte. Algumas companhias aéreas permitem a viagem do pet na cabine com o tutor, dependendo do tamanho e altura. “Cães e gatos braquicéfalos, aqueles com o focinho achatado, podem não ser aceitos para viajar, nem nos porões”, ressalta Vininha F. Carvalho.

Para quem deseja levar seu animal para uma viagem ao exterior, é necessário buscar informações com antecedência, há procedimentos diferentes para cada país, ou ate mesmo por regiões. Por exemplo, na União Europeia é necessário um exame de sangue com resultado favorável para a eficácia da vacina de raiva. Sendo necessário aguardar 90 dias corridos antes do embarque, ou seja, se alguém quiser viajar com ou seu cão para a União Europeia vai ter que aguardar aproximadamente 100 dias.

Nos Estados Unidos é necessário providenciar um atestado de vacina com a vacina de raiva aplicada há pelo menos 30 dias. Um atestado de saúde emitido por veterinário com informações específicas que satisfaçam as exigências americanas (por exemplo, o cão deve estar livre de miíases). Exige-se preenchimento correto das guias e respeito às datas de validades dos documentos. Esta documentação será encaminhada para o Ministério da Agricultura que emitirá um documento internacional.

Na Itália, além do atestado de vacina, atestado de saúde, é preciso o preenchimento de guias, anexando um resultado de sorologia antirrábica (feito 90 dias antes da viagem) e implantação de microchip.

Segundo o veterinário Regis Patitucci, com exceção dos cães e gatos, todas as demais espécies necessitam de um estudo entre vários órgãos, tanto do país de origem como do destino para a autorização de viagem. “É muito complicado o transporte internacional de aves, principalmente se forem silvestres, além de todo trâmite do Ministério da Agricultura, ainda é necessário preencher uma guia especifica que não é exigida para cães e gatos (GTA Guia de Transporte Animal) e uma autorização especial emitida pelo Ibama”, conclui.

“Os animais de estimação desempenham um papel muito importante na vida dos tutores. Por isso, quando as pessoas viajam, a maior preocupação é encontrar um roteiro seguro, que permita ao turista desfrutar plenamente de suas férias no exterior na companhia agradável de seu pet”, finaliza Vininha F. Carvalho.

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