Vereador de Imbituba propõe ampliação da estrutura e serviços do Centro de Bem Estar Animal; município tem cerca de 40 mil cães e gatos

O vereador Bruno Pacheco da Costa (PSB) propôs, através de Indicação levada ao plenário na Sessão Ordinária do Legislativo da última segunda-feira (08), a ampliação da estrutura do Centro de Bem-Estar Animal de Imbituba, órgão da Administração Municipal vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Agrícola e da Pesca (SEAP).

A ideia seria mudar o local onde o Centro atualmente opera por outro maior e melhor adaptado à ampliação.

Desde a sua criação, em setembro de 2019, o Centro já esterilizou mais de 1.500 animais, o que possibilitou avanços significativos no controle populacional de cães e gatos no município.

O vereador Bruno Pacheco, porém, acredita que com uma população de Imbituba estimada acima dos 45 mil habitantes e com o município geograficamente com área limítrofe muito favorável ao abandono de animais de estimação, o município de Imbituba precisa e deve avançar.

“Acredita-se que o município possua uma população de animais domésticos, tanto domiciliados, semi domiciliados e errantes, de aproximadamente 25.000 cães e 15.000 gatos, quase na proporção de um animal para cada habitante”, informa o vereador.

Bruno destaca em sua justificativa um estudo, da Animal Foundation Platform, organização holandesa de proteção aos animais, onde revela que a esterilização de 70% da população de cães e gatos consegue, segundo o estudo, controlar ou extinguir a população de animais de rua em alguns anos, além da redução drástica do número de doenças (zoonoses) evitadas com a vacinação. O País europeu é o primeiro do mundo a banir a população de animais de rua, com um programa batizado de CNVR — sigla para Collect, Neuter, Vaccinate, Return, em inglês (coletar, castrar, vacinar e devolver, na tradução livre).

“Com a criação de um novo espaço que promova a ação direta aos animais com vermifugação, vacinação e esterilização, associado à educação populacional, o município teria condições de vir a esterilizar 3 mil animais ao ano para que em dez anos possamos comemorar como os holandeses uma Imbituba livre de animais em situação de rua, de abandono e de maus-tratos”, argumenta o vereador do PSB.

Bruno Pacheco afirma que o atual espaço utilizado para a esterilização de animais não consegue atender ao Programa aprovado no Conselho Regional de Medicina Veterinária, instituído em 2019 e a proposta seria ampliar para implementar em Imbituba o Programa, que  prevê além das castrações, o monitoramento dos animais através da microchipagem, a vacinação e a vermifugação, ações que o atual espaço não permite pela ausência de estrutura física para os serviços técnicos.

Para o parlamentar, além da estrutura atual do Centro de Bem-Estar Animal (espaço para recepção, banheiro masculino e feminino, sala de preparo, sala de pós-operatório, espaço para desinquinação, centro cirúrgico e espaço para esterilização de materiais) são necessários para a proposta avançar a construção de um consultório veterinário ou ambulatório, um auditório para a parte educacional do projeto e um almoxarifado.

Na Indicação que será encaminhada ao prefeito Rosenvaldo Júnior para análise, o vereador sugere que o espaço que fica localizado atrás da Secretaria de Infraestrutura poderia ser utilizado como almoxarifado, não gerando ônus para o município. Os equipamentos e mobiliário podem ser os mesmos utilizados no atual Centro de Bem-Estar ao ser transferido a um novo local. Quanto às instalações, Bruno destaca que há diversos espaços públicos ociosos e que podem voltar a servir à comunidade de forma satisfatória.

“Caso a proposta seja aceita e as mudanças aconteçam poderemos agregar o controle de zoonoses e a consequente melhoria na saúde pública, promovendo de fato o bem-estar animal, apoiando ainda ações de doação de animais, monitoramento de animais abandonados, entre outros benefícios. Ações integradas com a Vigilância Sanitária do município darão maior resultado também com relação a maus-tratos e controle de doenças transmitidas e agravadas pela superpopulação de animais de estimação abandonados”, finaliza Bruno.

Com informações do Portal A Hora 

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