Trechos das SCs 108 e 446, no Sul, estão em estado crítico incluindo a 390 de Pedras Grandes a Tubarão

Trechos das rodovias SC-446, de Forquilhinha a Maracajá (BR-101), e da SC-108, do segmento não pavimentado que vai de Jacinto Machado a Praia Grande, estão em situação crítica, mostra análise da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). A avaliação, realizada pelo engenheiro Ricardo Saporiti, será apresentada na noite desta terça-feira (29), em Praia Grande, durante encontro organizado pelo deputado José Milton Scheffer. O trabalho da entidade também destaca o estado de conservação e manutenção das rodovias 370, 390, 446, 445, 447, 449 e 290, que cortam o sul catarinense.

“A cada análise realizada constatamos que grande parte das rodovias estaduais necessitam de restauração de pavimento. Se não houver um plano de investimento específico, pode comprometer a integridade do patrimônio rodoviário catarinense, estimado em R$ 20 bilhões. Nessa situação, não basta executar operações tapa-buracos e roçadas, necessitamos de um plano factível de restauração e manutenção preventiva e rotineira das nossas rodovias estaduais”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

A SC-446, no trecho de oito quilômetros que vai de Forquilhinha a Maracajá, precisa de restauração total. O pavimento está deteriorado e apresenta trincamentos e afundamentos. Já o trecho da SC-108, que vai de Jacinto Machado a Praia Grande, tem 31 quilômetros de estrada não pavimentada. A região produz arroz, banana, milho, fumo, maracujá, pastagem para gado de corte e de leite e a condição precária desse trecho eleva o custo do transporte e prejudica a competitividade dos produtores da região. Há um projeto de engenharia concluído, da Secretaria de Estado da Infraestrutura, para implantar e pavimentar o segmento e realizar obras de artes especiais, entre elas, a construção de cinco pontes. Contudo, o estudo da FIESC recomenda que o orçamento para a execução desse projeto seja incluído na Lei Orçamentária Anual (LOA 2020), que está em análise pela Assembleia Legislativa.

O engenheiro explica que até o momento foi firmado um convênio que deu origem ao consórcio rodoviário intermunicipal entre o governo do estado e municípios e abrange rodovias em 64 cidades. Por meio desse convênio, estão previstas melhorias emergenciais na malha estadual, como tapa-buracos, roçada, sinalização e desobstrução de drenagens, mas não estão contempladas obras de restauração do pavimento, como fresagem da capa asfáltica, recuperação de base, recapeamento com concreto asfáltico usinado a quente e microrrevestimento a frio. “São obras imprescindíveis numa recuperação rodoviária e não estão incluídas no convênio, o que torna de exequibilidade técnica contínua questionável”, afirma. Ele também recomenda a inserção da restauração de pavimento nos convênios.

Veja o resumo das SCs analisadas:

-SC-370: Tubarão/Gravatal/Braço do Norte/Grão Pará/Aiurê (61 quilômetros)
No geral, a rodovia apresenta bom estado de conservação e sinalização. Há trechos pontuais com afundamento e recalque do asfalto, como no km 174,5, 171,5, 160 e 141.

-SC-390: Orleans/ Pedras Grandes/ Tubarão (41 quilômetros)
O trecho entre Orleans e Pedras Grandes encontra-se em bom estado de conservação, enquanto que o trecho entre Pedras Grandes e Tubarão apresenta segmentos que necessitam de restaurações.

-SC-108: Braço do Norte/ São Ludgero/ Orleans/ Urussanga/ Cocal do Sul/ Criciúma (53 quilômetros)
Esse segmento apresenta conservação e sinalização razoável, porém com anomalias pontuais no pavimento, como no km 338, 345,5 e 350.

-SCs-445 E 446: Criciúma/ Siderópolis/ Treviso/ Lauro Muller (38 quilômetros)
Rodovias em bom estado de conservação, com deformações pontuais do pavimento.

-SC-447: Araranguá/ Meleiro (17 km)
Rodovia bem conservada e sinalizada.

-SC-449: Sombrio/ Balneário Gaivota (8 km)
Rodovia bem conservada e sinalizada, porém há o início de um processo de deformações do pavimento.

-SC-290: Praia Grande/São João do Sul/ BR-101 (22 km)
No geral, a rodovia está conservada e sinalizada, mas há deformações pontuais significativas do pavimento nos quilômetros 3, 8,5 e 18.

-SC-108: Criciúma/ Forquilhinha/ Meleiro/ Turvo/ Ermo/ Jacinto Machado (63 km).
Entre Criciúma e Meleiro, passando por Forquilhinha, a rodovia encontra-se em bom estado de conservação. No segmento entre Meleiro e Turvo, o pavimento está sendo restaurado em alguns pontos enquanto que outros aguardam providências.

Colaboração – FIESC imprensa

Neste link (vídeo), o engenheiro Ricardo Saporiti comenta os principais resultados da análise

https://fielink.fiesc.com.br/cl/PGqUV/bR1/6e7c/C7ZH2JCunLD/BLi3/FLMZsommzLR/1/

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