Testes avaliam desempenho de batata-doce roxa em Alagoas e São Paulo

Dois novos genótipos de batata-doce de polpa roxa, desenvolvidos pelo programa de melhoramento genético da Embrapa Hortaliças (Brasília, DF), estão sendo validados junto com agricultores dos estados de São Paulo e de Alagoas quanto aos aspectos agronômicos e mercadológicos.

Os ensaios realizados nessas Unidades de Observação (UO) irão confirmar aos pesquisadores as características superiores desses novos genótipos, quando comparados às variedades já plantadas comercialmente pelos produtores rurais. Entre os aspectos considerados na avaliação estão adaptabilidade e estabilidade nas condições ambientais, potencial produtivo e viabilidade econômica dos novos clones.

“Os testes estão sendo conduzidos também no sistema orgânico de produção, o que é algo interessante para que tenhamos uma resposta do desempenho dos novos clones nessas condições ambientais”, comenta a pesquisadora Larissa Vendrame, que coordena o programa de melhoramento genético de batata-doce da Embrapa.

O trabalho de desenvolvimento de um nova cultivar de batata-doce de polpa roxa visa atender demandas da cadeia produtiva como a falta de opção de cultivares para o plantio, carência de disponibilidade de mudas no mercado, e baixa produtividade e susceptibilidade a pragas dos clones atualmente plantados.

Os dois novos clones da Embrapa, além de apresentarem resistência a insetos-praga de raízes e ao nematoide Meloidogyne javanica, ainda se destacaram quanto aos elevados índices de produtividade, variando de 33,44 t/ha a 45,08 t/ha, com estabilidade da produção em diferentes regiões do país – Centro-Oeste, Sudeste, Sul e Nordeste. O único clone de polpa roxa registrado até então no país tem recomendação restrita a Santa Catarina e produtividade média de 14,7 t/ha.

Além da validação realizada no campo, a equipe de pesquisa também contará com uma fase de análise de aceitação da batata-doce de polpa roxa pela indústria e por consumidores. Haverá uma validação gastronômica por um chefe de cozinha, que incluirá as raízes em receitas de seu restaurante, e uma validação industrial para apreciação da batata-doce de polpa roxa durante o processo de produção de chips.

“A expectativa é que, findada as etapas de validação, os genótipos sejam lançados no mercado como novas cultivares de batata-doce de polpa roxa, disponíveis para a cadeia produtiva dessa hortaliça”, afirma o pesquisador Raphael Melo, da área de Fitotecnia da Embrapa Hortaliças.

Polpa roxa

As diferentes cores de polpa de batata-doce são influenciadas pela presença de compostos bioativos como carotenoides, flavonoides e antocianinas, que são associados à redução do risco de doenças degenerativas, uma vez que possuem ação antioxidante no organismo.

Assim como o betacaroteno é um pigmento natural associado às cores laranja e amarela, as antocianinas são pigmentos responsáveis pelos tons de azul, roxo e vermelho nos alimentos como frutas, raízes e folhas. Logo, no caso da batata-doce de polpa roxa as substâncias que prevalecem são as antocianinas e demais compostos fenólicos.

Nos novos clones da Embrapa os teores de antocianinas totais vão de 120,00 mg/100g a 154,10 mg/100g, contra uma média de 27,3 mg/100g das cultivares comumente plantadas.

Contato: Paula Rodrigues/Embrapa Hortaliças 

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