Sol registra erupção intensa e explosão capaz de afetar comunicações na Terra

Se da daqui da Terra o Sol parece simplesmente surgir todos os dias para nos iluminar e aquecer, de perto a superfície da estrela é bem mais animada e ativa do que costumamos pensar: e erupções solares, por exemplo, são fenômenos recorrentes que sucedem diversas vezes ao ano.

Foi o que aconteceu no último dia 3 de julho, e apesar dos mais de 152 milhões de quilômetros que separam a Terra do Sol, a imensa erupção recente pôde ser percebida indiretamente por aqui, e nos EUA, por exemplo, houve um rápido porém generalizado blecaute nas transmissões de rádio do país por conta da explosão.

Mas o que são, afinal, as erupções solares e de que forma elas podem afetar a vida na Terra? Segundo astrônomos e especialistas, os fenômenos são parte das atividades comuns da superfície solar, que se dividem em ciclos de 11 anos com maior ou menor intensidade – no ano passado o ciclo mais intenso se iniciou.

As erupções sucedem quando campos magnéticos do Sol se reconectam, e as explosões causadas podem sim enviar partículas a distâncias tão grandes quanto até a Terra.Explosão registrada em 1999

Na maior parte dos casos, devidamente filtradas pela nossa atmosfera, mas ocasiões mais intensas podem afetar, por exemplo, o funcionamento de satélites – as erupções mais intensas, porém, são especialmente raras.

A classificação das explosões se dividem em régua que mede entre o nível B, mais fraco, até o nível X, que é o mais forte. A erupção do último dia 3 foi classificada como X1,5, mas ela não se deu na direção da Terra, e por isso não causou maiores efeitos.

Aurora Boreal registrada no Alaska

Aurora Boreal registrada no Alaska

Uma intensa tempestade eletromagnética ocorreu em 1859 por conta justamente de uma das mais fortes erupções já registradas. Conhecido como Evento Carrington, o fenômeno atingiu a Terra entre 28 de agosto e 2 de setembro daquele ano,  provocou então danos aos sistemas telegráficos da época e causou auroras não somente nos pontos comuns de maior latitude, mas também em locais inusitados como Havaí e Cuba.

“A luz era maior do que a da Lua no seu auge (…) entre meia-noite e uma da manhã, quando as auroras estavam em seu brilho total, as ruas tranquilas da cidade sob esta luz estranha apresentavam uma aparência bonita, além de singular”, escreveu um jornal dos EUA sobre o ocorrido.

Vitor Paiva : Redaçãop Hypeness

© fotos: Wikimedia Commons

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