
Risco de greve dos caminhoneiros gera filas e apreensão em postos de combustíveis
Motoristas enfrentam longas esperas na região nesta quarta-feira (18) com temor de desabastecimento; categoria realiza assembleia nacional nesta quinta para decidir sobre paralisação Postos de combustíveis na região registraram longas filas no fim da tarde desta quarta-feira (18), em meio à incerteza sobre uma possível greve dos caminhoneiros. O movimento intenso foi motivado pelo receio […]
Motoristas enfrentam longas esperas na região nesta quarta-feira (18) com temor de desabastecimento; categoria realiza assembleia nacional nesta quinta para decidir sobre paralisação
Postos de combustíveis na região registraram longas filas no fim da tarde desta quarta-feira (18), em meio à incerteza sobre uma possível greve dos caminhoneiros. O movimento intenso foi motivado pelo receio de desabastecimento, apesar de a paralisação ainda não estar oficialmente confirmada.
A mobilização dos caminhoneiros segue indefinida e as lideranças avaliam neste momento as medidas propostas pelo governo. O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, afirmou que a categoria aguarda do governo um detalhamento das medidas para regular os preços dos fretes. Segundo ele, o indicativo de paralisação está mantido, mas a decisão final ainda depende dessas definições.
Como encaminhamento das negociações, foi definida a realização de uma assembleia nacional nesta quinta-feira (19), em Santos (SP), onde os trabalhadores decidirão se irão iniciar a greve ou quais serão os próximos passos do movimento.
Saiba mais:
O temor de uma nova paralisação remete à greve dos caminhoneiros de maio de 2018, que paralisou o país por dez dias e deixou um rastro de prejuízos bilionários. Na ocasião, a categoria protestava contra a política de preços do diesel e os constantes reajustes. Os efeitos foram sentidos em cadeia: postos ficaram sem combustível, supermercados tiveram prateleiras vazias, a indústria automobilística parou e aeroportos cancelaram voos. Estima-se que as perdas tenham superado R$ 75 bilhões, com impacto direto de 1,2 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB) daquele ano. O governo da época precisou editar medidas provisórias, incluindo a criação de uma política de preços mínimos para o frete, e arcou com um custo fiscal de R$ 13,5 bilhões para subsidiar o diesel. O episódio expôs a fragilidade da logística nacional, fortemente dependente do modal rodoviário, e os efeitos duradouros na economia, com setores levando meses para se recuperar.
















