Singapura: o país onde limpeza é sinônimo de desenvolvimento social (e é proibido comer chiclete)

Há 56 anos, Singapura é uma cidade-estado independente que conseguiu construir, em sua curta história soberana, uma identidade límpida e atrativa. Não só em termos de limpeza urbana, mas especialmente em termos sociais. O conceito de limpeza em Singapura não é somente sobre manter a cidade e seus arredores limpos, mas sobre cuidar do meio ambiente e também combater a corrupção com a urgência que o assunto exige.

Em entrevista à “BBC”, o pesquisador de Singapura Donald Low, especialista em políticas públicas, explica que, quando Singapura se tornou independente, a cidade-estado estava focada em convencer o mercado financeiro estrangeiro de que ela se diferenciava dos outros países do sudeste asiático.

Lee Kuan Yew, primeiro-ministro na época da independência, elaborou o projeto “Keep Singapore Clean“, algo como “Deixe Singapura Limpa“. A iniciativa existe até hoje e procura conscientizar a população justamente sobre ações de cortesia social e consideração pela vida em comunidade.

Além disso, é claro, existem medidas que procuram manter a cidade limpa na prática, com saneamento público de qualidade, combate a doenças infecciosas, além de medidas que permitam que Singapura seja mais “verde”, no sentido ambiental.

O pôr do sol visto em Supertree Grove, na região de Gardens by the Bay.

De acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano Global (IDH) de 2014, Singapura é o 11º país no mundo em termos de qualidade de vida. Fica à frente de lugares como a Suécia, o Reino Unido, a Islândia e o Japão.

O cuidado com a limpeza em Singapura é tanto, que a venda de chicletes é proibida no país. Tudo porque a goma de mascar era constantemente jogada na rua ou colada em locais públicos. Se alguém for pego com chiclete por lá, pode ser multado em até US$ 100 mil.

Redação Hypeness 

Fotos: Getty Images

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