SIDERÓPOLIS | Trilhando nos arredores da própria casa

Que caminhos há para quem quer continuar andando em tempos de pandemia, sem desrespeitar as restrições impostas? Foi buscando esta resposta que Josiane Carla Ronsoni, moradora do bairro Rio Fiorita, em Siderópolis, descobriu as belezas naturais perto da sua casa e do seu trabalho. Todas as manhãs ela caminha por aproximadamente oito quilômetros. Depois começa a atender os clientes do Bar do Seu Valdemar, localizado ao lado da Igreja Santa Bárbara.

No domingo, dia 26 de junho, sua caminhada não foi solitária e durou cinco horas. O marido Adriano Kuppas e quatro amigos a acompanharam no percurso de 14 quilômetros. Caminharam pelas estradas interioranas, observaram o lago formado numa área de recuperação ambiental e visitaram a represa de água da Companhia Nacional – CSN. Deram uma pausa para orações na Igreja Santa Rita de Cássia, localizada na comunidade Rio Caeté Alto.

Depois de mais de trinta anos, Lindomar Gervásio e Gladis Feltrin, voltaram ao pocinho e à represa onde tomava banho com os amigos na adolescência. Adriana Zanin Teixeira lembrou que acompanhou o pai em pescarias quando criança, mas não conhecia a área da represa.  Os lugares conhecidos como cortes da Marion, uma máquina que revirava o solo para extrair o carvão, eram espaços para diversão e foram relembrados pelo grupo. “Não sei porque eu demorei 44 anos para conhecer a represa da água que eu consumia e ainda consumo. Faz apenas três meses que estive aqui pela primeira vez, mesmo morando sempre nesta cidade. Esta água que abastece o Rio Fiorita não é paga, porém não é tratada. Utilizamos para limpeza, mas tem família que usam até para beber e preparar os alimentos.”, comentou Josiane.

No momento, o Grupo Movimento que é liderado por Josiane, não pode continuar as caminhadas e trilhas na região, pelas praias de Florianópolis ou em algum lugar próximo à serra. Mas, isso não os impede de colocarem máscaras e reunirem-se em poucas pessoas para explorar as áreas perto de suas residências que apesar de belas, passam despercebidas.

Ana Lúcia Pintro: Professora Matemática (Criciúma e Cocal do Sul) Acadêmica de Jornalismo (SATC)

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