SC: safra de trigo deve crescer 55%

Santa Catarina deve registrar um crescimento significativo em sua safra de inverno. Com maior incentivo para a produção nesta estação e preços dos grãos valorizados, também cresce a aposta dos produtores em trigo, triticale, centeio, aveia e cevada para aumentar a renda na propriedade e a competitividade das cadeias produtivas de carne e leite.

Segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), o Estado deve ter uma elevação de 55% na safra 2021/22 de trigo. É esperada uma colheita de 267,1 mil toneladas do cereal em 80,6 mil hectares plantados, aumento de 38%.

Inicialmente, a meta era aumentar em 20 mil hectares a área plantada mas todas as regiões produtoras ampliaram a área semeada, principalmente em Chapecó, Canoinhas e Curitibanos. “Ampliamos em 26,5 mil hectares a área plantada com trigo e aveia no Estado. Isso é muito significativo. A união do governo do Estado com toda a cadeia produtiva, incluindo agroindústrias, cooperativas e produtores rurais, levou a esse resultado. Temos uma nova fronteira agrícola em Santa Catarina, que é a safra de inverno”, destacou o secretário da Agricultuta catarinense, Altair Silva

Além do trigo, Santa Catarina registra alta também no cultivo de aveia. Nesta safra são esperadas 53,7 mil toneladas de aveia, um incremento de 24% em relação ao ciclo agrícola anterior. A expectativa é de que o cereal ocupe 39,4 hectares no Estado, área 13% superior à safra passada. A aveia produzida no território catarinense é toda usada para formação de pastagem de inverno para pecuária de corte e de leite.

Santa Catarina aposta no Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno, com investimentos de R$ 5 milhões. A Secretaria da Agricultura dá uma subvenção de R$ 250,00 por hectare efetivamente plantado com cereais de inverno, num limite de 10 hectares por produtor. Os produtores rurais procuram as cooperativas agropecuárias participantes do Projeto para manifestar o interesse em fazer a semeadura de cereais de inverno. As cooperativas fornecem as sementes e insumos para o plantio e o produtor realiza o pagamento ao final da safra, quando entrega os grãos e recebem o subsídio por hectare cultivado.

Os grãos entregues pelos produtores às cooperativas são destinados às agroindústrias e fábricas de ração instaladas no Estado. O projeto segue o modelo do Programa Terra Boa, bastante conhecido pelos produtores rurais de Santa Catarina.

Por: AGROLINK -Eliza Maliszewski

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