Restaurada pelo Iphan, Casa do Vigário é entregue à população de Florianópolis (SC)

Fechado por décadas, um símbolo religioso do estado de Santa Catarina poderá ser novamente apreciado pela população e por turistas de Florianópolis. Restaurada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Casa do Vigário, construção de arquitetura colonial rural com influência luso-brasileira, será entregue à comunidade no próximo dia 15 de julho, às 14h.

Além de referência cultural e turística, a casa erguida na segunda metade do século XVIII é considerada fonte de informação científica, histórica e social de Florianópolis para pesquisadores e instituições educacionais ligadas à preservação. Na edificação restaurada, os visitantes poderão ver o piso original de tijoleiras da cozinha, assim como uma parede de taipa, junto à alcova, que foi refeita com o uso da técnica tradicional. A obra criou janelas de observação, que expõem os materiais originais do imóvel, mantendo viva a história de como a casa foi construída à época.

O projeto de restauro buscou ampliar as possibilidades de acesso à visitação do edifício histórico, sendo as áreas externas também reformuladas para uma maior integração entre paisagem e edifício. A execução da obra, que durou dez meses, contou com recursos de aproximadamente R$ 540 mil provenientes de emenda parlamentar.  Com a revitalização e a valorização dos espaços será possível receber exposições que reflitam a história e a memória do lugar, com destaque para referências da herança açoriana em Santa Catarina.

Voltando às origens
As primeiras construções na Ilha de Santa Catarina adaptaram-se aos meios e materiais encontrados à época na região, como pedra, barro, palmeiras, madeiras diversas e palha. Aos poucos, as novas construções incorporaram em sua arquitetura a influência européia colonial, trazida principalmente de Portugal e da Espanha. A antiga Casa do Vigário é uma representante dessa arquitetura mais simplificada, que demandou um minucioso trabalho de restauração.

Para desenvolver o projeto foram necessárias diversas etapas, tais como: pesquisa histórica; análise das descaracterizações; compreensão da evolução do uso e ocupação; bem como a consulta a cartas patrimoniais, que são normas e convenções internacionais de conservação e restauração de edifícios históricos. Tais documentos servem como referência para a definição dos conceitos e métodos de intervenção.  A partir de agora, o passeio por todo o tradicional roteiro cultural da Lagoa da Conceição – que contempla Igreja, Cemitério, Império do Divino Espírito Santo e Cruzeiro – estará completo.

Ascom-Iphan: Mécia Menescal

Crédito foto: Acervo Iphan-SC

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