Rede de mulheres criada por ex foi decisiva para condenar homem que transmitia HIV de propósito

O homem está preso desde 2017 por transmitir voluntariamente HIV para duas mulheres. Ele foi denunciado por um grupo de mulheres após uma ex-companheira descobrir que ele era soropositivo após ter mantido relações sexuais com o criminoso.

Em entrevista ao Extra, uma das líderes que reuniu as mulheres para fazer a denúncia contou que o processo foi difícil, mas acabou sendo frutífero: Ele foi condenado a 13 anos de prisão por transmissão voluntária de moléstia grave.

A jovem pernambucana conheceu o homem pela internet. Ela foi a Rio de Janeiro para encontrá-lo e logo acabou morando com o criminoso. Após dois meses morando junto do homem de 43 anos, ela descobriu um teste de HIV positivo e confrontou o empresário.

“Eu o confrontei, mas primeiro ele negou. Só com muita insistência admitiu”, contou ao Extra a jovem, que ficou algumas semanas morando com o homem. “Ele era muito obsessivo e agressivo verbalmente. Eu tinha medo. Acabei voltando para o meu estado escondida, com a ajuda de uma amiga”, disse.

Denúncia coletiva facilitou condenação

Ela entendeu, então, o porquê de ele não deixar que ela contatasse as ex-namoradas do homem. De volta à Pernambuco, reuniu as ex-namoradas e descobriu que ele transmitiu HIV para duas pessoas. Então, ele foi denunciado para a Polícia e, após inquérito, foi preso em 2017.

O empresário ameaçou as denunciantes. “Infelizmente eu peguei essa p****. Peguei tem um tempo atrás. Tem quase 15 anos. Outra coisa: eu estou ca***** para esse exame agora. Não quero saber de p**** nenhuma. Negativo ou positivo? Eu quero que se f… Prejudiquei quem? Quem que eu prejudiquei? Não tenho remorso. Assim, não prejudiquei. Não infectei nenhuma. As pessoas que eu infectei, no caso, elas me aceitaram. Foi a mãe da minha filha, e uma outra namorada que tive. Ficamos oito anos juntos. Tu quer me processar? Me processa. Só que antes de ir pra cadeia, eu me mato. Você acha que eu vou pra cadeia? Eu vou pra favela. Quero ver me pegar lá dentro. Quem se aproximar de mim eu meto bala. Não tenho nada a perder. Sua vag******. Denuncia lá”, afirmou em uma ameaça.

Segundo as denunciantes, o homem não acreditava que não seria culpado pelo crime. “Acredito que ele não se arrependeu de nada do que fez. Inclusive, estou certa de que é um tipo de pessoa que apresenta risco se permanecer solto em sociedade. Ele é um monstro. E estava certo de que nunca iria preso por isso”, disse uma vítima ao Extra.

Renato foi primeiramente condenado a sete anos de prisão, mas posteriormente sua pena foi aumentada para 13 anos de detenção. Sua defesa chegou a recorrer ao STF para conseguir livrá-lo da cadeia, mas o Ministro Gilmar Mendes negou seu pedido habeas corpus.

Redação Hypeness

Foto: Getty Images/iStockphoto

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