Preços da cesta básica sobem na pandemia e taxa de inflação cresce

A pandemia do coronavirus afetou muito os principais setores econômicos do país, tais como a indústria, o comércio e os serviços. A exceção foi a agricultura que, comandada pelo agronegócio, conseguiu crescer.

Entretanto, o crescimento do agronegócio, capitaneado pelo aumento da demanda externa e, conseqüentemente, o aumento das exportações de produtos agrícolas, diminuiu a oferta interna para consumo. Isso afetou os preços dos produtos que compõem a cesta básica da população.

Somando a isso, a pressão pelo consumo exercida pelo auxílio emergencial, que vem socorrendo cerca de 67 milhões de pessoas em todo o país, e agregando ao menor fluxo de oferta doméstica, fez com que a cesta básica sofresse um aumento de mais de 20%, em média, segundo dados levantados pelas associações representativas dos supermercados. A alta do dólar também é responsável por esse aumento, uma vez que os alimentos da cesta básica são negociados em bolsas internacionais de mercadorias.

O setor supermercadista tem sofrido, portanto, forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores. O desequilíbrio entre a oferta e a demanda dos produtos da cesta básica no mercado interno (principalmente produtos agrícolas) pode gerar transtornos no abastecimento da população.

O grupo de produtos formado por arroz, farinha de trigo, açúcar refinado, açúcar cristal, frango em pedaços, carne bovina, carne suína e óleo de soja acumula alta de 28,98% no atacado em 12 meses até agosto. Enquanto isso, ao consumidor, essa mesma cesta subiu 23,8% também em 12 meses.

Essa explosão de preços também afeta muito a vida dos aposentados e pensionistas. Além de já estarem muito endividados com o crédito consignado, esse contingente de pessoas (mais de 35 milhões), que também sustenta seus familiares próximos, tem na alimentação um de seus principais itens de despesa mensal.

Medidas como o zeramento das taxas de importação dos produtos que mais sofreram aumentos, principalmente o arroz, podem contribuir para o retorno do equilíbrio dos preços. Outra medida importante poderia ser o congelamento dos preços da cesta básica no atacado e no varejo.

O fato é que o aumento da inflação já é uma realidade. Resta saber qual será a tamanho do estrago.

Reportagem/Maurício Oliveira – Assessor econômico

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