Polícia Militar estuda contratação de agentes temporários em Santa Catarina

A Polícia Militar de Santa Catarina está realizando um estudo para a contratação de agentes temporários no Estado. Os profissionais trabalhariam em setores administrativos dentro da corporação.

Segundo o comandante-geral da PMSC, coronel Dionei Tonet, a possível contratação ainda está em fase de estudos. Os agentes atuariam, de forma temporária, nas funções de médicos, dentistas, administradores e contadores, por exemplo. Atualmente, essas vagas são ocupadas por profissionais de carreira.

“A legislação federal permite que a gente crie um corpo temporário. Então, a nossa proposta é de que o soldado, que atua nessas funções, volte para o campo profissional e o temporário faça este serviço administrativo”, explica.

A proposta é de que os agentes temporários ocupem os cargos durante oitos anos, sem possibilidade de recontratação ao término do contrato. O estudo, no momento, prevê a contratação de profissionais com nível técnico e superior.

Agentes não trabalharão nas ruas

De acordo com o comandante, nenhum dos profissionais temporários atuará nas ruas e, por conta disso, não possuirão posse de armas.

Ainda não há valor estimado de qual será o impacto financeiro da nova proposta. Isso porque ainda não há o número exato de quantos profissionais deverão ser contratados.

Os salários serão determinados de acordo com a patente de cada um. “Se eu chamar como um sargento, o salário será de sargento, e assim por diante. Estamos fazendo um estudo de impacto financeiro para oferecer o quantitativo do que será gasto”, explica.

A expectativa é de que a seleção dos agentes ocorra através de um processo seletivo, que ainda está sendo desenhado. O concurso permanece sendo realizado apenas para cargos de soldados, oficiais e cadentes.

Segundo o comandante, os profissionais temporários não devem receber nenhum treinamento operacional, apenas de ambientação.

“Como vamos contratar um engenheiro, por exemplo, não será necessário um treinamento, já que ele não atuará nas ruas. Vamos fazer apenas uma ambientação do local onde ele atuará, o que não deve durar mais de 60 dias”, completou o comandante.

Projeto deve ser enviado à Alesc no ano que vem

A expectativa é de que, até o fim do ano, a proposta seja enviada ao Governo do Estado. Após análise, será encaminhado à Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) para votação.

“O nosso plano é de que até o início do ano que vem ele seja apresentado na Alesc”. Para o coronel, a contratação dos agentes temporários ajudará no aumento do efetivo da Polícia Militar nas ruas. Atualmente, cerca de 2% dos policiais atuam em cargos administrativos.

“Nós temos aproximadamente 10 mil homens no efetivo, mas o ideal seria chegar a 12 mil. Então, com esse projeto, tirando os profissionais treinados dos cargos administrativos e levando eles para as ruas, isso já nos ajudará a chegar próximo a esse número”, destacou.

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Foto: Polícia Militar/Arquivo/ND

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