Planta aquática conhecida como ‘alface d’água’ faz cobrir rio em SC

Especialista considera que planta é uma praga. Segundo análises, não houve modificação na qualidade da água.

A Polícia Militar Ambiental (PMA) de São Miguel do Oeste, no Oeste catarinense divulgou nesta sexta-feira (8) o resultado da análise da água do Rio das Flores. No limite entre as cidades Bandeirante e Belmonte, na mesma região, o rio ficou coberto por plantas aquáticas. O fenômeno foi identificado como “alface d’água”.

Foto: Cristian Lösch/Portal Peperi

As análises mostraram alteração na quantidade de fósforo na água, mas não demonstraram modificações na qualidade dela, segundo a PMA. A causa do aparecimento das plantas é desconhecido.

A situação está sendo acompanhada e outras análise serão realizadas. Não há como afirmar a origem, podendo ser um fenômeno natural. “, afirmou o Tenente da PM Alcenir Luis Minuscoli.

De acordo com o biólogo Emerilson Gil Emerim, a planta aquática é considera uma praga, mas não causa alterações na qualidade da água.

Contudo, a grande multiplicação deste tipo de planta gera ocupação o espelho d’água e impede a penetração da luz solar, o que pode causar desequilíbrio.

A polícia ambiental não informou quando recebeu a primeira denúncia relacionada ao fenômeno e nem o trecho exato onde ele está ocorrendo.

Contudo, informou que assim que foram comunicados houve o recolhimento da água do local para análise. Não há recomendação para a suspensão do uso da água pela população.

O Instituto do Meio Ambiente do Estado (IMA) está acompanhando o caso e tratando o rio para retirar a planta do local. De acordo com o biólogo, Emerilson Gil Emerim, a retirada do alface d’água precisa ser feita de forma mecânica e é de custo elevado.

Análise da água

Por meio de nota, a PMA informou que a análise de água demonstraram alterações na quantidade de fósforo total.

Segundo o órgão, isso “indica a possibilidade de vários tipos de contaminações (fertilizantes, detergentes) ou ainda pelas condições naturais do ambiente, pois o fósforo é liberado pelas rochas fosfatadas por intemperismo, erosão natural ou erosão provocada por ações humanas. O fósforo também pode estar nesse manancial hídrico em função da decomposição natural de plantas.”

De acordo com as informações repassadas, as demais análises não demonstraram alterações na qualidade da água

“A quantidade de coliformes fecais no manancial hídrico que foi baixa, e provavelmente a introdução de dejetos não seja a causa da floração das algas”, informa a nota.

O órgão ressaltou que a proliferação das plantas podem estar acontecendo por uma condição natural e os resultados analisados na água do rio podem ser provenientes da atividade metabólica da própria planta. Foi informado também que não há elevadas cargas de matéria orgânica no manancial hídrico.

Praga

O biólogo Emerilson Gil Emerim, afirma que a alface d’água, é uma macrófita aquática e que foi introduzida no meio ambiente por estudiosos.

“No início se acreditava que ela poderia retirar nutrientes de águas contaminadas, mas depois se viu que ela se reproduzia descontroladamente. E que ela gera muita biomassa, ela ocupa muito espaço em uma lagoa ou de um rio mais lento”, afirmou Emerilson Gil Emerim.

Segundo o especialista, não há de fato uma alteração na qualidade da água em razão do aparecimento destas plantas.

“Essa proliferação faz com que ocorra uma grande quantidade e aí atrapalha outros processos. Ela pode impedir a penetração do sol na água, o que e necessário para outros microorganismos. Então, ela causa certo desequilíbrio. Hoje ela virou uma praga, por se reproduzir muito rápido e ocupar todos os espaços destes ambientes”, conclui.

Com informações G1

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