Obra do Iphan-SC devolve à comunidade catarinense sala do Museu Nacional do Mar

Desde que foram identificados problemas na estrutura de sustentação da cobertura da sala do Maranhão, no Museu Nacional do Mar, a comunidade de São Francisco do Sul, município catarinense, ficou sem acesso a uma parte deste importante desse espaço cultural. Com necessidade de obras emergenciais para proteger o acervo tombado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Santa Catarina (Iphan-SC) iniciou, em julho de 2019, uma atuação emergencial para recuperação do espaço que estará pronto para visitação quando o Museu reabrir pós-pandemia.

A estrutura da sala integralmente recuperada, e agora entregue novamente à população, recebeu investimento de R$ 280 mil do Iphan-SC e manterá protegido parte de um acervo importante que está sob custódia federal desde 2010. Entre os acervos que destacam-se nesta sala, composta por embarcações maranhenses, estão a Biana, o Boião e o  Cutter do Maranhão, popularmente conhecido como canoa costeira. Nomeado Lindo Horizonte II, esta embarcação tradicional se destaca pelo colorido e pelas dimensões.

O Museu do Mar, que nasceu em 1993 com a revitalização dos grandes armazéns da empresa Hoepcke, abriga rica diversidade de embarcações brasileiras e é administrado pela Fundação Catarinense Cultural, vinculada ao governo do estado de Santa Catarina. O local revitalizado entre 2003 e 2004 e inserido no Centro Histórico da Cidade – tombado pelo Iphan no ano de 1987 – possui mais de 91 barcos em tamanho natural das diversas regiões do país e cerca de 150 peças de modelismo e artesanato naval, tudo identificado com textos e imagens explicativas.

O espaço cultural, compreendido como um território que representa a diversidade cultural do patrimônio naval brasileiro, também contempla a trilha sonora com músicas folclóricas das diversas regiões brasileiras e a música tema do museu, produzida especialmente para esta finalidade. São 18 salas temáticas, que ocupam os dois extensos conjuntos de galpões da antiga empresa Hoepcke. E para conhecer um pouco mais sobre o patrimônio naval brasileiro, basta acessar o projeto Barcos do Brasil, lançado pelo Iphan e parceiros em 2008.

Assessoria de Comunicação Iphan

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