Nuvem de gafanhotos permanece na Argentina e deve seguir para o Uruguai

O Governo do Estado de Santa Catarina permanece acompanhando a situação da nuvem de gafanhotos em deslocamento no território da Argentina. Um grupo de trabalho composto por técnicos da Defesa Civil Estadual (DCSC), Epagri, Cidasc, Secretaria de Estado da Agricultura e Corpo de Bombeiros Militar foi criado para tratar do assunto. Já o monitoramento dos insetos é realizado através da Epagri e DCSC.

Nas últimas 24 horas a nuvem de gafanhotos não apresentou grande avanço em função das baixas temperaturas e se encontra na Província de Corrientes, na Argentina. A possibilidade de chegada ao território catarinense permanece remota.

A trajetória dos gafanhotos para os próximos três dias foi demonstrada de forma simulada por pesquisadores da EpagriI. Segundo eles, os cálculos apontam que a nuvem deve seguir para o Uruguai.

Projeção realizada por pesquisadores da Epagri.

O estudo utiliza o modelo Noaa Hysplit, que têm como base o comportamento da espécie e medidas climáticas da região. Da mesma foram o modelo climático Global Forecast System (GFS) foi utilizado.

A altura de voo do inseto pode interferir no deslocamento junto com as condições climáticas. No caso de um voo de 50 e 100 metros acima do nível do solo, mais comum para esta espécie, os insetos poderão chegar nos próximos três dias ao Departamento de Rivera, no Norte do Uruguai. Caso a altura seja de 200 metros acima do nível do solo, o possível destino é Cerro Largo, na região Nordeste do território uruguaio.

Além de projeções o acompanhamento é realizado através de informações repassadas pelo Serviço Nacional de Segurança e Qualidade Alimentar da Argentina (SENASA), Ministério da Agricultura do Brasil e a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul.

Atenção

É importante destacar que não existe até o momento a necessidade de ação preventiva pelos produtores rurais. O uso indiscriminado de agrotóxicos nesta fase é considerado desperdício de recursos e pode causar impactos negativos no meio ambiente, atingindo insetos polinizadores e prejudicando diversas culturas.

Caso ocorra alteração na situação, a Defesa Civil e a Secretaria da Agricultura emitirão alertas para os agricultores e profissionais da área. Mai informações estão disponíveis para os agricultores nos escritórios municipais da Cidasc ou Epagri.

Ana Ceron: Assessoria de Imprensa Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FORQUILHINHA | Centro de Triagem Coronavírus em novo horário a partir de outubro

O Centro de Triagem Coronavírus vai funcionar em novo horário a partir desta quinta-feira, 1, em Forquilhinha. O atendimento será realizado de segunda a...

Adoção consciente é a melhor vacina contra os maus-tratos e o abandono de animais

"Esta campanha educativa ressalta que é preciso plantar a semente da caridade para colher os frutos do amor". No isolamento social, as pessoas com receio...

Mulheres são 13% dos candidatos a prefeituras

BRASÍLIA - Com poucos incentivos e barreiras históricas, as mulheres ainda são uma parcela pequena na disputa pelas prefeituras: representam apenas 13,05% (2.495) dos 19.123 candidatos...

Idosos de Bom Jardim da Serra são surpreendidos por um Orleanense com visita musical

A última quinta-feira (24) foi animada para os idosos na Capital da Águas, a equipe do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS,...