Nutrição de plantas está cada vez mais eficiente

A agricultura brasileira avança por diferentes régios do país, o que inclui perfis de solo diversos. Isso tem demandado tecnologias em nutrição de plantas via solo cada vez mais eficientes para altas produtividades, ofertando os macronutrientes e os micronutrientes adequados, de acordo com a necessidade de cada cultura.

O assunto foi debatido por diversos pesquisadores no 8ª NutriExperts, congresso técnico que acontece de forma digital nesta quinta-feira (16) e na sexta-feira (17). O evento é promovido pela Compass Minerals.

A nutrição de plantas encontra alguns desafios para um manejo eficiente: solos pobres; práticas culturais como calagem, adubação fosfatada e palhada; desbalanceamento dos nutrientes; altas produtividades sem reposição adequada; cultivares cada vez mais produtivas e exigentes; formas de aplicação e o clima. “Não adianta antes do plantio fazer carga alta de nutrientes que podem ser perdidas. Tem que ser próximo da necessidade diária da cultura”, explica Robson Mauri, gerente técnico e inovação da Compass Minerals Plant Nutrition.

Para driblar esses fatores há produtos cada vez mais tecnológicos. Um fertilizante desenvolvido em anos de pesquisa pela marca segue essa linha. Indicado para soja, milho, trigo, cana-de-açúcar, café e citrus, incorpora 4 tecnologias e 8 nutrientes.

As tecnologias envolvem fornecimento de parte dos nutrientes de forma mais rápida, mantendo a outra para uma nutrição prolongada; compostos que estimulam o crescimento do sistema radicular da planta e rápida absorção dos nutrientes, favorecendo o desenvolvimento da cultura desde a fase inicial; fósforo de eficiência aprimorada, com tecnologia que reduz sua fixação no solo, deixando-o disponível para as plantas se desenvolverem e explorarem seu potencial genético e, finalmente, todos os oito nutrientes no mesmo grânulo: cobre, boro, manganês, zinco, magnésio, enxofre, nitrogênio e fósforo. “Este último é muito importante pois tanto em adubação a lanço ou no sulco há perdas de fertilizante. Assim, reduz-se o risco de segregação, garante uniformidade de aplicação e nutrição também uniforme. Se você pega uma lavoura grande, por exemplo, imagina como é nutrir por igual, 80 mil plantas por hectare?”, aponta Mauri.

Experimentos comprovam

Estudos realizados por diversas instituições mostraram como o uso de um fertilizante altamente tecnológico se refleta na produtividade. Em um experimento feito pelo Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), foi constatado aumentou de 10,8 sacas por hectare. Outro experimento feito pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostrou incremento acima da produtividade de 3,5 sacas por hectare e a nutrição superior resultou em plantas mais desenvolvidas.

O desafio do Magnésio

O Magnésio é um macronutriente secundário mas considerado fundamental para as plantas que usam o elemento em grande quantidade, porém em menores porções que o nitrogênio e o potássio. Em geral é similar ao fósforo, enxofre e cálcio.

É essencial na fotossíntese e nas raízes e sua deficiência causa amarelecimento das folhas velhas e afeta funções e estruturas nas plantas, deixando-as mais suscetíveis aos estresses térmicos. “O produtor deve ficar atento a esse fator e solucionar o problema escolhendo um fertilizante que ofereça esse aporte, conforme demanda de seu solo e cultura”, aponta Mauri.

Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

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