Número de tentativas de assassinato contra mulheres cresce 19% no RS

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-RS), houve um aumento de 19% no número de tentativas de homicídios contra as mulheres, subindo de 31 para 37. Entretanto, o número de feminicídios no Rio Grande do Sul registrou queda de 45,4% no mês de maio, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 11 mortes em 2019 ante 6 em 2020

Feminicídio é o assassinato de uma mulher, cometido devido ao desprezo que o criminoso tem da identidade de gênero da vítima. Segundo Soelen Dipp, presidente da Juventude Socialista de Passo Fundo, entidade ligada ao PDT, a diminuição do número de mortes simboliza um pequeno alívio para as mulheres, porém não há o que se comemorar. “A diminuição dos casos de feminicídios ainda é insignificante não só pelos números altos registrados no estado, mas também em razão do registro de alta nos primeiros 4 meses do ano em relação à 2019 ”, destaca.

Dipp se refere aos dados referentes ao acumulado de janeiro a abril no Rio Grande do Sul. O indicador de violência contra mulheres apresenta crescimento de mais de 70% em 2020, na comparação com o mesmo período de 2019. “O governo do estado comemora uma diminuição que é importante para a luta contra o machismo e a violência, mas infelizmente ainda se mata mais mulheres agora do que no ano passado e isto é um grande retrocesso, principalmente em um momento que pessoas no mundo todo se manifestam por justiça para minorias, inclusive mulheres”, reforça.

Casos de feminicídios no Brasil aumentam 25% durante a pandemia

Último relatório produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) aponta que os casos de feminicídios cresceram cerca de 25%, entre março e abril, em 12 estados do país, comparativamente ao ano passado. Os casos saltaram de 117 para 143 e apenas três estados registraram queda: Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. O aumento mais significativo foi no Acre, onde a violência contra mulher cresceu 300%.

Para Soelen Dipp, os números negativos retratam o descaso e a falta de políticas públicas para frear a escalada da violência. “As informações revelam mais uma vez a falta de segurança que as mulheres convivem todos os dias no Brasil. Os dados oficiais de mortes já mostram um cenário devastador, mas se contabilizarmos o número de outros tipos de violência, como o assédio e lesões corporais, nos quais a vítima tem medo ou receio de abrir uma denúncia, podemos ter uma pequena noção do quão estamos muito mal no que se refere ao combate ao machismo”, finaliza Dipp.

Sobre Soelen Dipp

Soelen Dipp tem 24 anos, estudante de Direito e é presidente da Juventude Socialista de Passo Fundo, entidade ligada ao PDT. Sua trajetória é de engajamento político e de defesa dos direitos sociais e levanta bandeiras que a maioria dos políticos não tem coragem de levantar, como o combate às desigualdades sociais e aos privilégios.

Henrique Rodrigues: Diadorim Comunicação

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