NOTA OFICIAL | Confederação Brasileira de Tênis (CBT)

Florianópolis (SC), 29 de junho de 2020 – Em virtude de matérias publicadas na última semana a respeito do reconhecimento por parte do Governo Federal de uma nova entidade como “órgão oficial do Beach Tennis” no Brasil, a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) vem a público esclarecer que permanece forte e atuante na gestão da modalidade no país, continua como a única entidade brasileira filiada à ITF (entidade máxima da administração do tênis mundial) e seguirá vigilante na defesa dos interesses do esporte e de seus filiados.

Como parte de um processo de constante evolução, a profissionalização da gestão do Beach Tennis no Brasil é uma das bandeiras da atual diretoria da CBT, que tem levado a modalidade a receber o reconhecimento internacional por causa dos grandes títulos conquistados na areia. Nos últimos dois anos, fomos campeões do Mundial de Beach Tennis por Equipes, a mais importante competição que temos no planeta. Isso se soma aos recentes triunfos dos Pan-Americanos, Sul-Americanos, além dos Jogos Mundiais de Praia – todas competições em que os atletas representando nossa bandeira tiveram participação mais do que destacada.

Nos últimos cinco anos, a CBT mais do que triplicou o número de filiados no Beach Tennis, saltando de 390 em 2015 para 1.214 em 2019. O número de eventos também se multiplicou, passando de 17 em 2018 para 45 em 2019, o que também reflete no valor da premiação, que chegou a R$ 477.800 em 2019, mais do que os R$ 296 mil no ano anterior. Todas essas informações ilustram o investimento que a CBT faz no Beach Tennis e a importância que a entidade dá à categoria.

Por causa de tudo isso, é com estranheza que a Confederação Brasileira de Tênis recebe a informação da emissão da Certidão de Registro Cadastral por parte da Secretaria Especial do Esporte para esta “nova entidade”, que está longe de mostrar ao Governo Federal os mesmos parâmetros que a CBT apresenta, como a publicação de seus balanços financeiros em todos os anos; a composição de uma Comissão de Atletas formada, de fato, por atletas; a presença de 26 federações estaduais em sua composição; além da transparência na gestão e nos processos.

Além disso, a Confederação Brasileira de Tênis aponta a inverdade nas declarações dos dirigentes desta “nova entidade” a respeito do Bolsa Atleta e a imprecisão nos textos jornalísticos sobre este tema, uma vez que o Beach Tennis, por não ser um esporte olímpico, está sujeito a maiores restrições para o recebimento de verbas advindas desta lei. Vale ressaltar que a CBT desde 2013 envia a lista de atletas aptos a receberem investimentos por meio do Bolsa Atleta, mas que recebeu a negativa destes pedidos em alguns anos justamente pelas restrições citadas.

A CBT faz este importante esclarecimento e reforça à comunidade do Beach Tennis no país que seguirá trabalhando em prol da modalidade com dedicação, transparência e, acima de tudo, com paixão pelo esporte.

Departamento de Comunicação: Lucas Balduino

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