Nota de Pesar | Falecimento de Annita Hoepcke da Silva

Florianópolis perde uma das mais entusiasmadas incentivadoras das manifestações artísticas catarinenses. Annita Hoepcke da Silva era fundadora e presidente do Instituto Carl Hoepcke – seu bisavô e um dos fundadores da Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) – criado em 2004 com o objetivo de promover a cultura em geral e preservar o patrimônio histórico do patrono.

Annita era irmã de Silvia Hoepcke da Silva, ex-vice-presidente da ACIF, e filha do ex-governador Aderbal Ramos da Silva e de Ruth Hoepcke.

A entidade lamenta profundamente seu falecimento e se solidariza à família neste momento de dor.

Florianópolis, 22 de março de 2021

Rodrigo Rossoni

Presidente

Saiba Mais:

A empresária Annita Hoepckpe da Silva, acionista das construtoras Hoepcke Engenharia e Meridiana, filha do ex-governador Aderbal Gomes da Silva e uma das fundadoras do Instituto Carl Hoepcke, faleceu na tarde desta segunda-feira, no Hospital Baía Sul, em Florianópolis. Segundo fonte ligada à família, faleceu em função de um câncer, mas estava com sintomas de Covid-19.

Annita Hoepcke foi uma das empresárias mais influentes da Grande Florianópolis pela atuação da família, controladora do Grupo Hoepcke, que tinha negócios nos setores de comércio e indústria. Nas duas últimas décadas, ela liderou o braço de construção da família, a holding Carlos Hoepcke. Com a cisão do grupo, a irmã Silvia Hoepcke da Silva ficou com a fábrica de rendas e empresas de comunicação. O grupo Hoepcke começou com uma companhia de navegação fazendo transporte da Europa para SC.

A empresária também desenvolvia intensa atividade cultural. Fundou, ao lado da irmã Silvia, o Instituto Carl Hoepcke para preservação da memória da família e da cultura alemã. Annita também gostava de cantar e chegou a gravar discos.

Em entrevista que me concedeu ao Diário Catarinense, ela contou que não havia se preparado para ser empresária, mas a vida a obrigou ser objetiva e estudar administração na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para administrar as empresas da família.

– O mais difícil é a gestão de pessoas de diferentes talentos e temperamentos. Administrar exige muita disciplina, dedicação e bom senso – afirmou ela, ao destacar que, se não fosse empresária seria cantora, historiadora ou museóloga.

Por Estela Benetti/NSC TOTAL

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