Na Dinamarca, combate à depressão é feito com prescrição de ‘vitamina de cultura’

egundo a OMS, até 2020 a depressão será a doença mental mais incapacitante do mundo. Porém, alguns países estão buscando maneiras alternativas de lidar com ela, como a Dinamarca. Através do programa Kulturvitaminer (Vitamina de Cultura), as pessoas estão sendo incentivadas a participar de atividades culturais. A iniciativa envolve reunir pacientes em pequenos grupos, com o intuito de evitar drogas e seus efeitos colaterais.

Por enquanto o tratamento já foi implementado em 4 cidades: Aalborg, Silkeborg, Nyborg e Vordingborg. Na cidade de Aalborg, por exemplo, o programa possui um convênio com a orquestra sinfônica local, para que desta maneira os pacientes participem de ensaios e concertos. Já foi comprovado cientificamente que ouvir música reduz o estresse e a ansiedade, ambos diretamente associados à depressão.

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No entanto, também faz parte do programa passeios na praia, sessões de leitura e passeios à galerias de arte e museus. Por enquanto em fase de testes, os participantes são convidados a participar de 2 ou 3 excursões culturais por semana durante 10 semanas. Já são 200 pessoas que participam em Aalborg. Além das atividades, o simples fato de compartilhar suas experiências com outras pessoas na mesma situação tem ajudado estas pessoas.

vitamina de cultura dinamarca 3Em entrevista ao The Guardian, Mikael Odder Nielsen – líder do programa em Aalborg, explicou os benefícios da iniciativa: “Se você está deprimido, a cultura é frequentemente a primeira coisa com a qual você não se incomoda. Meu papel é acostumá-los a esse mundo novamente, ou mesmo introduzi-lo pela primeira vez”.

A depressão no Brasil

O Brasil é campeão de casos de depressão na América Latina, assim como de distúrbios de ansiedade. Aqui, 6% da população – um total de 11,5 milhões de pessoas, sofre com a doença. Embora existam tratamentos eficazes contra ela, menos da metade de pessoas diagnosticadas com depressão recebe tratamento adequado. Os obstáculos incluem a falta de recursos e até mesmo o estigma social associado aos transtornos mentais. É preciso buscar ajuda, conversar e não se fechar. E é exatamente isto que a Dinamarca está tentando incentivar.

Gabriela Glette : Redação Hypeness

Fotos: divulgação

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