Município do Vale do Itajaí “despacha” venezuelanos para Florianópolis

Publicado em 24 de dezembro de 2019

Foto: Divulgação/ND

Denúncia feita à Prefeitura foi confirmada no fim da tarde desta segunda-feira, quando sete adultos e 13 crianças chegaram. Eles foram encaminhados para abrigo, mas prefeito disse que vai registrar BO.

“Em primeiro lugar, todo o meu repúdio à conduta desumana de enviar pessoas para qualquer cidade sem qualquer abrigo ou assistência. Pior ainda, em uma época de Natal, quando nossas atitudes devem ser justamente de caridade e acolhimento. Diante do cenário, nossa primeira missão é dar comida a essas pessoas que vieram com muita fome e sem rumo.”

A declaração acima é do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, ao ter a confirmação da chegada, de ônibus, de um grupo de índios venezuelanos da Tribo Warau, que teria sido “despachado” com passagens pagas de um município do Vale do Itajaí para a Capital.

Loureiro confirmou a acolhida e assistência ao grupo, mas informou que iria logo em seguida registrar um BO (Boletim de Ocorrência) relatando esta prática.

Crianças recebem água no momento do desembarque no Terminal Rita Maria – Foto: Divulgação/ND

O alerta foi despertado no início da tarde desta segunda-feira (23), quando a Prefeitura de Florianópolis recebeu uma denúncia de que um município estaria “despachando” venezuelanos indígenas sem abrigo para Florianópolis.

Diante das informações, as autoridades policiais foram comunicadas e ficaram de prontidão no Terminal Rodoviário Rita Maria para confirmar se a informação era verdadeira. Por volta das 17h, o ônibus chegou com sete venezuelanos adultos e 13 crianças, incluindo um bebê de pouco mais de um mês.

O grupo, além de evidente desorientação, relatou que estava com sede e fome, pois havia recebido apenas um café com pão pela manhã. Equipes de apoio distribuíram alimentos e água ali mesmo no terminal.

O prefeito de Florianópolis disse que neste primeiro momento os imigrantes não serão “devolvidos” para o município que os encaminhou por uma questão de humanidade, e para evitar incorrer no mesmo erro.

“Estamos buscando um abrigo para que eles possam descansar,  dormir, se alimentar, fazer sua higiene e passar o Natal em paz. Em paralelo a isso, já avisamos o Ministério Público e nossa procuradoria para buscar uma solução legal para o caso”, comenta.

Com informações da Redação da ND de Florianópolis

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