MUNDO | Itália pretende aplicar 200 mil doses anti-Covid por dia

O governo italiano pretende administrar pelo menos 200 mil doses de vacina anti-Covid por dia durante esta semana, informou ontem domingo (21) o comissário para a pandemia do novo coronavírus, Francesco Figliuolo.

O cálculo foi feito com base na disponibilidade das doses atuais e das que devem chegar nos próximos sete dias. A expectativa é de que as autoridades sanitárias consigam atingir a média de imunizantes aplicados na semana anterior ao veto do fármaco do laboratório da AstraZeneca.

Nos últimos sete dias, a quantidade de vacinas aplicadas caiu para uma média de 175 mil doses diárias.

Segundo os dados, a capacidade de inoculações nos diversos centros de vacinação do país já seria cerca do dobro da quantidade de frascos disponíveis.

“O grande trabalho destes dias já nos permite voltar a correr com as vacinas”, explica o ministro da Saúde, Roberto Speranza, em entrevista à imprensa.

O político italiano ainda explicou que com o novo decreto econômico aprovado na sexta passada, o governo italiano conseguirá colocar em atuação “mais de 150 mil médicos de família, dentistas, pediatras e especialistas ambulatoriais”.

Além disso, serão disponibilizadas 19 mil farmácias como postos de vacinação e até 270 mil enfermeiros para se envolverem na campanha que, assim que tiver mais doses, conseguirá acelerar as aplicações.

Speranza ainda defendeu que, após o caso da AstraZeneca, não adianta escolher a vacina, pois são todas seguras e eficazes e, acima de tudo, capazes de proteger contra as formas graves da doença.

Já em relação ao imunizante russo Sputnik V, ele disse esperar a aprovação rápida da Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

“Continuo convencido de que a nacionalidade dos cientistas não conta tanto quanto sua segurança e eficácia. Coisas que apenas nossas agências reguladoras podem verificar. No entanto, espero que EMA seja tão rápida quanto nas demais vacinas que virão”, acrescentou.

Por fim, Speranza afirmou estar otimista para as próximas semanas, porque com o passar do tempo a situação vai melhorando gradativamente, mas é preciso ter todos os cuidados. (ANSA)

ROMA, 21 MAR (ANSA)

ÚLTIMAS NOTÍCIAS