Mapas mostram índice de vulnerabilidade à Covid-19 em SC

Com base em dados como número de leitos, vagas em cemitérios, densidade demográfica e faixa etária, renda per capita, entre outros, um mapa do governo do Estado mostra como estão os municípios em relação à vulnerabilidade à Covid-19. Segundo o mapa, quatro cidades da região estão com um índice considerado muito alto na média geral: Capivari de Baixo, Laguna, São Ludgero e Tubarão.

Outros três municípios tiveram índice alto, Braço do Norte, Grão-Pará e Imbituba. Onze municípios – Armazém, Gravatal, Imaruí, Jaguaruna, Lauro Müller, Orleans, Pedras Grandes, Rio Fortuna, Sangão, São Martinho e Treze de Maio – tiveram índice médio de vulnerabilidade, enquanto Pescaria Brava e Santa Rosa de Lima apresentaram índice baixo e muito baixo, respectivamente.

Para definir o índice de vulnerabilidade dos catarinenses à Covid-19, um grupo de especialistas levou em conta três medidas: faixa etária com maior probabilidade de internação e taxa mais alta de mortalidade decorrente da doença, renda da população e densidade demográfica. O passo inicial para a construção do sistema foi o mapa de vulnerabilidade desenvolvido pela equipe. Cada município tem ainda diferentes índices relacionados por áreas, sendo divulgada a média geral.

O mapa surgiu após o governo do Estado ter reunido um grupo de especialistas que criou um Sistema de Informações Geográficas (SIG) para apoiar a tomada de decisões durante a crise da pandemia. O mapa cruza informações como a vulnerabilidade da população à Covid-19, o número de leitos e outros equipamentos hospitalares, a quantidade de vagas em cemitérios e a localização de crematórios, bem como a situação de contágio do sistema prisional pelo Estado.

A ferramenta foi criada por um grupo que reúne especialistas da Epagri, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Sustentável (SDE), do Núcleo de Inovação, Estudos Territoriais e Tecnologias Aplicadas (Nietta), do Corpo de Bombeiros, do Ciasc, da Ufsc e da Social Good Brasil. A Secretaria de Estado da Administração é a responsável pela operação do sistema.

Luiz Fernando de Novaes Vianna, pesquisador da Epagri envolvido no projeto, explica que o sistema está em constante atualização. Ele conta que em breve será lançada a segunda versão, que vai incorporar os resultados dos modelos epidemiológicos e permitir avaliar a tendência de expansão ou contenção da pandemia em Santa Catarina. Ele esclarece que com base no SIG é possível tomar decisões até no processo de evolução do isolamento dos catarinenses. “O detalhamento das informações geradas permite que o governo adote medidas mais precisas por regiões, municípios e até por bairros do Estado”, descreve o pesquisador da Epagri.

Dados considerados

Quanto à faixa etária, foi considerada a população com mais de 45 anos, que inclui tanto os que estão mais expostos à contaminação quanto os casos em que a doença é mais letal. Já no aspecto renda, foi definida como mais vulnerável a população que recebe menos de três salários mínimos. Essa também é a faixa populacional que mais necessitará do sistema público de saúde. Por fim, a densidade demográfica integra o índice pelo fato de que áreas mais densamente povoadas são mais vulneráveis à propagação de doenças contagiosas. O mapa pode ser acessado através do site da Epagri: www.epagri.sc.gov.br.

DS

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