Maior parte das empresas mantém funcionários

Apesar do impacto econômico gerado pelo período de isolamento social na quarentena da Covid-19, por aproximadamente um mês, alguns segmentos têm se estabilizado, e 76% dos empresários de Tubarão declararam que não realizaram demissões de funcionários, sendo que se destacam a adoção pelo home office e o afastamento por meio de férias.

Este e outros dados de monitoramento do impacto econômico da quarentena nos negócios  são resultado de uma pesquisa realizada no período entre os dias 6 e 15 de abril em Tubarão, divulgada pela secretaria de Desenvolvimento Econômico, com o objetivo de identificar demandas por parte dos empresários.

No total, 172 empresas responderam às perguntas. Com os questionamentos levantados, puderam ser extraídas informações importantes para entender o impacto gerado na economia do município.

Quase 70% dos empresários declararam que foram muito afetados com as medidas restritivas para evitar a propagação do vírus. Já em relação à queda de faturamento no período, 89,5% declararam perda de receita, chegando a um total estimado de R$ 27,8 milhões em perdas.

Já em relação às despesas de rotina, 84% das empresas demonstraram dificuldades para prosseguir com os pagamentos de tributos, fornecedores, salários, entre outras despesas de funcionamento, sendo que 40% delas já procuraram alguma linha de crédito para suprir esses gastos.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Tubarão, Giovanni Bernardo, “a pesquisa confirmou o que já havíamos recebido de informação das entidades empresariais via Comitê de Desenvolvimento Econômico, de que o principal era fluxo de caixa. Porém, precisávamos ouvir diretamente do empresário para validar”, pontua.

Mudança de hábitos

Com a continuidade da quarentena, as pessoas começaram a mudar hábitos de consumo. Com a mudança, os empresários tiveram que inovar e desenvolver novas estratégias de vendas, sendo o delivery e a adoção das mídias sociais as mais utilizadas. “Chamou a atenção a rápida resposta na busca de alternativas para o momento, quando muitos adotaram novas estratégias de vendas, o que demonstra o perfil empreendedor do tubaronense que vem se desenvolvendo ao longo dos últimos anos. Considerando que há 30, 40 anos a atividade estatal era a primeira opção, hoje empreender é uma opção forte”, avalia Giovanni Bernardo, secretário de Desenvolvimento Econômico. “Mas demonstra ainda que precisamos fortalecer o negócio local, não só o governo, mas a população. Que precisamos valorizar mais o que temos, pois isso ajudará os negócios a estarem mais preparados para momentos de crise”, conclui.

Fonte: Diário do Sul

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