Série de reportagens mostra a esperança de dias melhores com a vacina contra Covid-19

As primeiras notícias chegavam de longe. China, Japão, Tailândia, Estados Unidos, Itália… Mas não demorou para os primeiros casos de Covid-19 serem diagnosticados em nosso país, estado, município, bairro e nas nossas famílias. Alguns com sintomas severos, outros só sabiam da contaminação pelo diagnóstico de laboratório. E tantos outros perderam a luta contra o coronavírus.

Quem podia se isolou dentro da própria casa. Problemas financeiros, de relacionamentos, vários planos adiados, muitas perguntas sem respostas. Mas também surgiram novas ideias, novas possibilidades. E em meio a tanta notícia ruim, veio uma cheia de esperança: a vacina estava para chegar. Os mais velhos tiveram prioridade, eram os mais vulneráveis. Mas o avanço no esquema de imunização demorou mais do que o previsto e a esperança ganhou uma companheira, a ansiedade.

A agente administrativa auxiliar Ivone Cazalli Mees, lotada na Central de Mandados da comarca de Chapecó, lembra que ansiedade foi o sentimento predominante no momento da vacinação. “Meu marido e eu contávamos os dias para que chegasse a nossa vez. Sempre fomos a favor da vacinação, seja ela qual for. Mas estávamos muito ansiosos pela imunização contra a Covid. Meu agendamento era para 9h. Acordei às 6h naquele dia”, conta.

Ivoninha, como é carinhosamente chamada pelos colegas e amigos do fórum, recebeu a segunda dose da vacina Coronavac no dia 5 de maio. Estava no grupo prioritário por idade, 65 anos. A servidora comemora o fato de o genro ter sido imunizado por ser professor, a nora por ter doença respiratória, e os filhos por terem sido contemplados pelo esquema de idade na semana passada. “Com esse nosso entusiasmo, conseguimos convencer meu irmão que, a princípio, se mostrava contrário”, divide.

Por outro lado, Ivoninha lamenta a contaminação de muitos conhecidos que não tiveram a oportunidade de receber a imunização. Ela lembra com carinho oito pessoas que perderam a vida para a Covid-19. “Perdemos três vizinhos com quem convivemos por 30 anos. Também partiram outros três amigos muito queridos da família. Foi muito doloroso não poder abraçar os filhos desses vizinhos, nem as esposas dos nossos amigos. Foi um grande sofrimento não poder nos despedir de nossos amigos. Algo estarrecedor. Sofremos junto com as famílias”.

Lembranças como essas resultaram em emoção no momento de tomar a vacina. Segundo ela, “uma emoção chamada esperança”. Esperança de, em breve, poder reunir toda a família em casa, sem maiores receios. “Os cuidados continuam, mesmo com a segunda dose. Não podemos relaxar! Máscara, álcool e distanciamento social o quanto possível. Espero que todos se conscientizem e façam a vacina! Penso que vacina boa mesmo é aquela que está no teu corpo, a que veio para o teu braço, independentemente de marca ou de laboratório. É um momento de ter empatia e pensar no coletivo!”, incentiva Ivoninha.

Pela mãe

A primeira coisa que a vacinação vai proporcionar para a psicóloga forense da comarca de Tubarão, Leda Pibernat Pereira da Silva, é reencontrar a mãe, que mora no Rio Grande do Sul e não vê há mais de um ano e meio, justamente por conta da pandemia. “Após ela e eu termos tomado as duas doses, podemos vislumbrar esse reencontro com um pouquinho mais de segurança, e ele deve acontecer em breve. Além da minha mãe, não vejo a hora de poder reencontrar o restante da minha família e amigos que moram longe”.

Para ela, o momento em que recebeu a vacina foi um misto de sentimentos. “Vacina é uma estratégia de saúde coletiva, não podemos pensar apenas no âmbito individual. Pois, se quisermos controlar essa pandemia, precisamos que a maioria absoluta da população esteja vacinada, e assim iremos também proteger aqueles que de fato não poderão se vacinar, como pessoas com contraindicações expressas ou as crianças e adolescentes”.

A profissional também destaca que, mesmo com o avanço do calendário vacinal, todos devem continuar usando máscaras, mantendo a boa ventilação e o distanciamento, pois com o auxílio da ciência e do cuidado de todos, venceremos. “Nenhuma vacina é 100% eficaz, mas somente por meio delas conseguiremos um retorno mais próximo ao da vida ‘normal’. Precisamos manter os cuidados como se não estivéssemos vacinados”.

Uma certeza

Na região Norte catarinense, o servidor Jairo Joaci Kruger, que atua na 2ª Vara da Família da comarca de Joinville, também incentiva os servidores e magistrados a se vacinar contra a Covid-19 como forma de proteção.

“Vivemos um momento de incertezas em razão da pandemia. Por isso, recomendo aos colegas servidores que efetuem a vacinação, tendo em vista que, além de prevenir a forma grave da doença, permitirá nosso retorno às atividades presenciais”, destaca Jairo. Ele tomou a primeira dose da vacina Astrazeneca no mês de maio de 2021 e aguarda ansiosamente pela segunda, agendada para o mês de agosto. Nas redes sociais do TJSC, confira quem mais está na luta contra a Covid-19. E você, servidor, que quiser participar, envie uma foto do momento da sua imunização com nome completo, função, unidade e comarca onde atua para o e-mail wgpnci@tjsc.jus.br. Acesse, participe, curta e compartilhe!

TJSC

Conteúdo: Assessoria de Imprensa/NCI

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