Jovem de 23 anos é vacinada contra Covid-19 nos EUA antes do pai, que tem 62 anos e reside no Brasil

Ariela Momesso Espelho Prado, de 23 anos, reside nos Estados Unidos e ficou feliz ao se vacinar contra a Covid-19. Contudo, agora a jovem se preocupa com o pai, Antônio Carlos Mayoral Momesso, de 62 anos, que mora em Sorocaba, em São Paulo, e ainda não sabe quando conseguirá se vacinar.

No momento, Sorocaba vacina idosos a partir de 68 anos. O pai de Ariela faz parte do grupo de risco da doença, pois tem hipertensão e já sofreu dois AVCs.

Em conversa com o G1, Ariela falou sobre o quanto torceu para a chegada da vacina contra o coronavírus. “Eu sou uma pessoa muito religiosa, então, orei muito para ter essa vacina. Ter essa vacina foi um milagre. Eu estava super ansiosa para receber. Fui a primeira da família a ser vacinada. É triste porque meu pai ainda corre risco”, disse.

Para a jovem, o imunizante veio como uma “luz no fim do túnel”, porque ela sempre teve medo de testar positivo para a doença. Com o cancelamento de viagens, ela e o marido adiaram os planos de viajar para o Brasil para visitar as famílias.

“Nós íamos, neste ano, passar um mês ou dois meses com a família, mas cancelamos. Toda semana a gente conversa. Minha filha nasceu e ninguém conheceu ela ainda. Todo mundo até chora no telefone”, contou Ariela.

Antônio Carlos afirmou ao G1 que sempre buscou tomar todos os cuidados de prevenção à Covid-19. Neste ano, entretanto, ele precisou retornar ao trabalho. “A gente fica com aquele medo de sair, de trabalhar. Sai com medo e volta com medo. Voltei a trabalhar por necessidade mesmo, fui obrigado a voltar porque não tem como a gente se manter”, explicou.

O pai da jovem revelou que está ansioso para ser vacinado por causa da idade e dos problemas de saúde. “”Eu faço a minha parte, mas tem bastante gente que não faz. Isso o que dói na gente. A maioria é jovem que sai e aproveita para fazer festinha”, desabafou.

Ariela relatou que nos Estados Unidos a situação não é diferente. Segundo ela, muitas pessoas ainda descumprem as medidas de isolamento social ou não usam máscaras. “Eu acho que está faltando mais empatia. Sempre debati isso. Não tem problema ter que sair trabalhar, tudo bem, mas é preciso ter cuidado. Isso [que estão fazendo] é não amar o próximo. Ainda estamos no meio de uma pandemia, as pessoas precisam entender”, concluiu.

Com informações da Redação da ISTOÉ

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