Jornalistas são assassinados por gangue quando faziam reportagem sobre violência no Haiti

Dois jornalistas foram assassinados no Haiti na quinta-feira (6) por uma quadrilha que domina na periferia da capital, Porto Príncipe. As mortes ocorrem em um momento de tensão no país, com grupos armados atuando de forma intensa.

Wilguens Louissant e Amady John Wesley foram mortos em um tiroteio. Um jornalista que os acompanhava conseguiu escapar, segundo a rádio canadense Ecoute FM, para a qual trabalhavam. Eles estavam na área de Laboule 12, região montanhosa na periferia da capital, para realizar uma reportagem sobre a falta de segurança.

Laboule 12 é conhecida pela ação de grupos criminosos que tentam tomar o controle da região. Uma estrada que cruza a área é a única alternativa para se chegar à metade sul do país, além da rodovia principal, já tomada desde junho por uma das quadrilhas mais poderosas do Haiti.

Violência e incerteza política

Há seis meses, o presidente Jovenel Moise foi assassinado em sua residência na capital, mergulhando o Haiti em uma crise política ainda mais profunda e aumentando a insegurança que seus habitantes enfrentam diariamente.

A violência aumentou no Haiti após o assassinato do chefe de Estado, em julho de 2021, mas também após o terremoto de agosto, que matou 2.000 pessoas. A ação de grupos armados fez milhares de pessoas abandonarem suas cidades, comprometendo ainda mais a atividade econômica no país mais pobre do continente americano.

Em outubro passado um grupo de missionários norte-americanos foi raptado por membros de uma gangue na capital Porto Príncipe.

om informações da AFP e de Amélie Baron, correspondente da RFI em Porto Príncipe

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