Inteligência artificial detecta câncer de mama antes de radiologistas

Publicado em 11 de janeiro de 2020

Um recurso de inteligência artificial do Google foi capaz de detectar câncer de mama analisando apenas os exames das pacientes. O sistema provou ser mais eficaz na detecção da doença do que o olho humano.

De acordo com o Business Insider, erros na leitura de mamografias são comuns, levando muitas vezes a resultados que são falsos positivos ou falsos negativos. Apesar disso, um artigo científico publicado na revista Nature aponta que o modelo de inteligência artificial do Google detectou o câncer de mama em mamografias de triagem com maior precisão do que especialistas na área.

Para Shravya Shetty, líder técnico à frente do Google Health, esse modelo poderia auxiliar radiologistas na análise dos resultados de mamografias. Testes realizados em mulheres do Reino Unido e dos Estados Unidos apontam o potencial do sistema.

Inteligência artificial para identificar câncer de mama

A inteligência artificial foi capaz de reduzir os falsos positivos em 5,7% em análises realizadas nos Estados Unidos e em 1,2% em análises no Reino Unido. Houve ainda uma redução de 9,4% nos falsos negativos nos Estados Unidos e de 2,7% no Reino Unido.

AI identifica câncer de mama

Foto: Reprodução Nature/Google Health

O sistema conseguiu oferecer mais precisão no diagnóstico mesmo trabalhando com menos informações do que os especialistas humanos. Enquanto o modelo criado pelo Google analisava apenas as mamografias mais recentes, os profissionais de saúde têm aceso ao histórico do paciente e a mamografias realizadas anteriormente.

A Revista Galileu aponta que o objetivo não é substituir o olhar humano, mas facilitar a detecção do câncer. Atualmente, as mamografias são analisadas por dois médicos diferentes. Caso a plataforma passe a ser usada em larga escala, a análise seria feita por um profissional da saúde e depois pelo sistema.

Apenas se os resultados obtidos forem divergentes, outro médico examinaria o exame, o que poderia reduzir em 88% a carga de trabalho dos profissionais que examinam mamografias. Nada mal, não é mesmo?

Redação Hypeness

Foto em destaque: National Cancer Institute

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