Informações são importantes, mas a sua saúde mental também merece atenção

O momento pelo qual estamos passando é extremamente delicado, em que faz nossa rotina diária ganhar mudanças repentinas, como nosso trabalho, vida social, contatos afetivos, viagens, planos para comemorações, eventos, negócios, tudo que precisou ser adiado ou cancelado sem uma data remarcada. Sem vacinas, o tratamento exige esforço de aparelhos respiratórios, cenário de incertezas do que será no dia de amanhã. Um vírus que chegou como um fantasma, trazendo com ele a sensação de uma perda de controle em nossas vidas, o temido Coronavírus (Covid-19).

O sentimento que temos é de nos sentirmos desprotegidos com o vírus presente em nosso meio. Nosso corpo sente, mas a mente começa a trabalhar de forma muito rápida para o processamento de informações. O excesso de notícias com os acessos que temos hoje em dia na internet, grupos de WhatsApp, trazem imensas mensagens/vídeos que acabam gerando pânico, a realidade vivenciada em outros países também assusta. Mas e se forem Fake News? Não podemos acreditar em tudo que recebemos. E a sua saúde mental, como ela está nesse momento?

Em entrevista virtual com o psicólogo Pablo Feltrin, a Administração Pública de Urussanga, juntamente com a Secretaria de Saúde, buscou informações para sua saúde mental em um período de tantas informações e Fake News, no que se pode fazer para a população tentar se acalmar e diminuir sensações ruins e ansiedade nesse momento.

Nos dias atuais, o fluxo e velocidade das informações é muito alto, como devemos lidar com isso? Precisamos filtrar melhor o que nos chega de informação?

Nos dias atuais os meios de comunicação são as principais ferramentas utilizadas para o comércio e formação de opinião, sendo extremamente rápidas. Na realidade cotidiana, somos inundados por informações e notícias, todas elas mostrando algo que a maioria da humanidade, de forma frenética, tenta interpretar, absorver e adaptar-se constantemente, como se aquilo mostrado fosse o “certo” e o “necessário”, caso contrário estará desatualizado, sendo tal prorrogativa imposta como pejorativa à condição de ser humano. Isso nos mostra a importância de sermos mais questionadores e analistas do quão algo pode e deve realmente influenciar a forma de perceber os fatos. Questionamento e reflexões para consigo mesmo ajudarão a filtrar o acumulado e sermos mais seletivos, tendo respostas sóbrias, flexibilidade, opiniões próprias e criticidade naquilo que lhes for transmitido.

Algumas pessoas se sentem sozinhas e isso acaba sendo um desafio, tanto para idosos, quanto para os grupos de risco que acabam sofrendo mais impacto do isolamento. De que forma podemos lidar com isso?

O maior dos desafios é questionar seu ponto de vista perante uma situação, mesmo se mostrando negativa, todo e qualquer evento pode ser reatribuído. O cenário atual advindo de uma pandemia – um inimigo poderoso, rápido, desleal, altamente letal – que faz famílias e nações sofrerem, romper economias sólidas, mostrando o lado mais fraco das fortalezas. Contudo, alguém percebeu que ultimamente a pessoas não tinham mais tempo para casa, filhos, cônjuges, familiares, lazer e sociabilidade? Que as relações interpessoais estavam mais estreitas e que o tempo sozinho era utilizado para algo e não para consigo?  O isolamento por algum período não seria necessário para momentos de introspecção e reflexão sobre o que estamos sendo, o que realmente importa, o que preciso para ser feliz, o que é necessário para minha vida, será que não estava sendo superficial imediatista que vivia no modismo, com quem eu me importo, quem eu amo e o que eu estou fazendo para manter isso? Analise a descrição acima e tente ver se o isolamento como forma de proteção, não lhes trouxe algo bom.

O tempo de quarentena, para quem não consegue trabalhar como home office, organizar a casa pode ser uma ajuda?

Organizar a casa material (imóvel), a casa mental (psicológica), a casa física (corpo), são sim boas motivações para que pensamentos aleatórios, tóxicos e comprometedores das esferas de integridade sejam imunizados. Organizar a casa pode ser vista como rever a convivência com a família, os hábitos a serem adaptados, o tempo juntos, o ajuste da harmonia. De certa forma voltamos no tempo, onde os familiares trabalhavam e moravam juntos em tempo integral, tendo de dividir o mesmo espaço, no mesmo momento e acima de tudo respeitar a individualidade de cada um. Você realmente conhece as pessoas que neste momento estão isoladas juntamente contigo? Mesmo que a resposta seja sim, renove a forma de se comunicar e crie hábitos de atividades em conjunto para o fortalecimento dos vínculos.

E para finalizar, o que podemos fazer para que a ansiedade não seja uma grande inimiga? Reduzir o estresse e manter a mente relaxada?

A ansiedade é um estado emocional que em nível saudável faz com que as pessoas se cuidem, pensem um pouco mais adiante, calcule riscos, contudo em nível psicopatológico, são inundadas por pensamentos, todos girando ao mesmo tempo em que quando não discernidos, desencadeiam emoções secundárias, provocam reações físicas desconfortáveis  e severo prejuízo no repertório comportamental. A questão é o que cada um adotará para efetivar a remissão do estresse e filtrar melhor o fluxo de pensamentos que lhes vem à mente. Não existe fórmula mágica, nem receita pronta, cada ser é único e tem total capacidade de se descobrir ao ponto de criar uma zona de conforto neutralizadora do estresse, contudo lembre-se, o estresse é necessário, desta forma o psiquismo buscara novas alternativas para lidar com situações adversas – damos a isso o nome de Resiliência.

Matéria: Paulo E. Fernandes / Assessoria de Comunicação / Prefeitura de Urussanga

Foto: Divulgação

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