INFLUENZA: Caminhoneiros têm baixa adesão à vacinação contra a gripe

Publicado em 20 de maio de 2020

Foto: Orlando Leon (Unsplash)

Neste ano, o Ministério da Saúde incluiu caminhoneiros, motoristas de transportes coletivo e trabalhadores portuários na Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, como forma de aumentar a proteção dessas pessoas. Apesar disso, os caminhoneiros tiveram baixa adesão à proteção que a vacina oferece. O Ministério da Saúde fez uma estimativa de que quase dois milhões de profissionais deste setor deveriam tomar a vacina, mas até o dia oito de maio, apenas 331 mil caminhoneiros compareceram aos postos de saúde de todo o país para se proteger contra a gripe. A Coordenadora Geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fontana, alerta da importância dessa vacinação.

“Para as pessoas que fazem parte do grupo alvo de vacinação essa vacina é importantíssima. Se não tomarem a vacina, essas pessoas podem adoecer, desenvolver complicações, dentre elas a principal a pneumonia e também ir à óbito. É muito importante que essas pessoas se vacinem.”

E para aquele caminhoneiro que ficou preocupado com a falsa notícia de que a pessoa que toma a vacina pode ficar doente, a médica epidemiologista Ana Paula Sayuri, explica que isso não é possível.

“A vacina é composta por vírus inativado, morto, fragmentado e depois purificado. Não tem como a vacina causar a doença. O que pode acontecer é as pessoas terem a doença por uma outros vírus que não estão contemplados na vacina, os que estão presentes na vacina são os que mais circulam nesse momento.”

Fique atento, pois no outono e, principalmente depois durante o inverno, aumentam os casos de transmissão da gripe, que ocorre por meio do contato com secreções do nariz e boca, de uma pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, podendo ocorrer também, dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Na forma grave, a gripe causa falta de ar, febre por mais de três dias, dor muscular intensa e prostração.

Em caso de fila, as pessoas, dos grupos prioritários, devem manter distância de dois metros da outra pessoa. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/vacinabrasil.

Reportagem / Janary Bastos Damacena / Agencia do Rádio Mais

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