Horário de verão pode voltar por risco de apagão e pressão do turismo

Empresários do setor de turismo e dos restaurantes estão pressionando o governo federal a voltar com a política de horário de verão, extinto pelo presidente Jair Bolsonaro em 2019. Com o risco de apagão e com a retomada da economia em ritmo lento, as empresas enxergam a volta da mudança de tempo durante o verão.

Em 2019, Bolsonaro havia encerrado o horário de verão por conta de estudos que mostravam que a política – que tem como fim a economia de energia a nível nacional – não obtinha mais resultados expressivos o suficiente para sua continuação. Agora, com o risco de apagão e com pressão das empresas de turismo, o horário de verão pode voltar a ser realidade em breve.

“Sabemos que não é uma economia expressiva, mas qualquer coisa é importante para nós neste momento. Além disso, quando se fala em horário de verão, vem uma ideia de preservação na cabeça das pessoas”, afirma Fábio Aguayo, diretor da Confederação Nacional do Turismo (CNTur) à Folha de São Paulo.

Agora, aderem ao movimento as gigantes do mundo alimentício, como McDonald’s, Outback e Burger King, representadas pela Associação Nacional dos Restaurantes (ANR). “É um pleito que não prejudica ninguém. Certamente seria uma boa medida de fomento para retomada”, disse à Folha de São Paulo Fernando Blower, diretor da entidade.

O mercado prevê que o PIB brasileiro cresça 3,96% em 2021, nível inferior à queda de 4,1% da economia do país no ano passado. Com a vacinação e a queda do número de mortes, o crescimento econômico do país era esperado, mas economistas acreditam que a política econômica precise de mais incentivos para uma retomada mais acelerada em 2021 e 2022.

Além disso, o Brasil passa por uma grave crise nas hidrelétricas. Com a baixa nos reservatórios e a necessidade de contratação de energia oriunda de termelétricas, o preço da energia pode subir e até a possibilidade de apagão foi cogitada pelo governo brasileiro.

Redação Hypeness

Foto: Getty Images

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