Hepatite misteriosa: saiba quais são as descobertas recentes sobre a doença

As autoridades sanitárias de dezenas de países estão intrigadas com casos de hepatite aguda de origem desconhecida que está afetando crianças e adolescentes desde outubro do ano passado.

A doença levou 348 pacientes pediátricos às emergências de hospitais em 20 países. Alguns deles precisaram de transplante de fígado. No Brasil, 17 diagnósticos estão sob investigação em quatro Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, que acompanha dois casos da doença, nas cidades de Itajaí e Balneário Camboriú. As informações são do R7.

A característica principal e comum a todos os pacientes é que não apresentam infecção por nenhum dos cinco vírus causadores de hepatite nem tiveram exposição em comum a algum agente tóxico capaz de desencadear a doença.

Principais sintomas

O principais sintomas registrados em hospitais do mundo são icterícia (pele e parte branca dos olhos amareladas) e manifestações gastrointestinais, como dor abdominal, vômito, diarreia e náusea.

Investigações epidemiológicas e laboratoriais sugerem que pode haver relação entre hepatite e infecção pelo adenovírus 41F, causador de gastroenterite em crianças, mas sem histórico de provocar lesões no fígado, segundo o segundo o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos.

A Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), braço da OMS (Organização Mundial da Saúde) no continente americano, ressalta que infecções graves por adenovírus provocaram hepatite em pacientes imunocomprometidos ou transplantados, por exemplo.

Tratamento

Os pacientes com sintomas de hepatite devem ser tratados com dieta adequada, repouso em alguns casos. A maioria deles evolui sem complicações. Em indivíduos com insuficiência hepática, a única solução é o transplante de fígado.

O ECDC recomenda o reforço de boas práticas gerais de higiene das mãos e limpeza e desinfecção de superfícies. A Opas sugere medidas que protejam da infecção pelo adenovírus como o uso de máscara.

O mais indicado é que pais observem os sintomas da doença e, ao suspeitarem de hepatite, procurem um serviço de saúde.

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS

Foto: Freepik

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