Gripe espanhola: tecido humano da Primeira Guerra pode dar pista da pandemia de 1918

Cientistas do Instituto Robert Koch, na Alemanha, conseguiram sequenciar o vírus que pode ser o da gripe espanhola, que causou mais de 50 milhões de mortes na segunda década do século passado. Os pesquisadores utilizaram o pulmão de dois soldados que lutaram na Primeira Guerra para encontrar a variante da Influenza A que causou a pior pandemia da história recente da humanidade.

Hospitais improvisados em fábricas para tratar infectados com a gripe espanhola durante período da pandemia

Os pesquisadores alemães investigaram o pulmão de treze pessoas que viveram na Alemanha entre 1900 e 1930. Os órgãos estavam conservados no Museu Histórico de Berlim. Dois indivíduos analisados eram soldados que lutaram pelo Império Alemão na Primeira Guerra Mundial.Os cientistas descobriram que esses soldados faleceram de uma variante da influenza surgida em 1918. Como os órgãos estavam perfeitamente conservados em formalina, foi possível que o vírus fosse sequenciado e analisado pelos pesquisadores. Entretanto, o estudo ainda não foi revisado por pares e pode ser questionado pela comunidade científica.

Os dados encontrados mostram que os registros de até então da influenza chamada de espanhola eram mais tardios e tinham mutações que não eram da variante original do vírus. Agora, os pesquisadores encontraram variantes mais próximas a das aves que originaram a doença. Os alemães acreditam que a forma de Influenza que infectou os soldados era menos letal do que a que devastaria a humanidade meses depois.

Anteriormente, cientistas canadenses já haviam reconstituído e sequenciado o vírus da Influenza A. De certa forma, eles conseguiram reativar o vírus. Mas, por questões de segurança, eles limitaram a reconstrução de forma que ele não pudesse contaminar seres humanos. Portanto, fique tranquilo. Por enquanto, só o coronavírus pra se preocupar mesmo.

Redação Hypeness

Fotos:Getty Images

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