MUNDO | Governo da Itália reforça restrições em 3 regiões

“Campânia, Molise e Emilia-Romagna regrediram para faixa laranja”.

O governo da Itália endureceu as medidas restritivas em três regiões devido à piora nos dados de monitoramento da pandemia do novo coronavírus.

Entrou em vigor hoje domingo (21) uma ordem do ministro da Saúde, Roberto Speranza, que coloca Campânia e Molise, no sul do país, e Emilia-Romagna, no norte, na faixa “laranja”, a penúltima na escala de risco definida pelo governo.

As três regiões se juntam a Abruzzo, Ligúria, Sicília, Toscana e Úmbria, além da província autônoma de Bolzano. Esses territórios reúnem cerca de 23,6 milhões de habitantes, quase 40% da população da Itália.

Nas regiões da faixa laranja, são proibidas viagens entre cidades e a abertura de restaurantes e bares para consumo no local. Também está em vigor um toque de recolher noturno em todo o território nacional.

Em seu monitoramento semanal, o Instituto Superior da Saúde (ISS) disse que o índice de transmissibilidade (Rt) do novo coronavírus na Itália subiu de 0,95 em 12 de fevereiro para 0,99 na última sexta-feira (19). Um indicador superior a 1 significa que um infectado contamina, em média, mais de uma pessoa.

Segundo o ISS, foi a terceira semana seguida com um “gradual crescimento na evolução epidemiológica” e com uma “piora no nível geral do risco”. “Um novo rápido aumento no número de casos poderia sobrecarregar os serviços de saúde, em um contexto em que ainda são numerosas as pessoas internadas por Covid-19”, afirmou o instituto.

O ISS ainda recomendou o “reforço das medidas em todo o território nacional” e “a drástica redução das interações físicas entre pessoas”. “É fundamental que a população evite todas as ocasiões de contato com pessoas de fora do próprio núcleo residencial que não sejam estritamente necessárias”, acrescentou.

Até o momento, a Itália contabiliza 2,8 milhões de casos e 95,5 mil mortes na pandemia, além da sexta maior taxa de mortalidade por Covid-19 em todo o mundo, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Por ANSA/Brasil

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