Focos de dengue são erradicados, mas população deve seguir alerta

Há quase quatro meses, Laguna confirmou que quatro bairros da cidade estavam com 12 focos do mosquito da dengue. Hoje, o cenário é diferente: as equipes de combate ao Aedes aegipty consideram a situação controlada, mas mantém o alerta para que a população continue os cuidados em suas residências para evitar novos aparecimentos de focos.

Em um intervalo de 7 a 14 dias, as equipes vistoriam 146 armadilhas instaladas na cidade – sendo 31 em pontos estratégicos, como cemitérios, borracharias e ferros velhos – em locais vulneráveis à presença do mosquito. Foi nestes pontos que os focos foram detectados entre março e junho, e os quais passaram por vistorias durante dois meses. Todos os imóveis, em um raio de 300 metros de distância de cada local de aparecimento do mosquito ou foco, são vistoriados.

Para Mathie Corrêa, coordenadora do programa de combate, esse período de combate é avaliado “crítico”, considerando o alto número de focos surgidos na cidade após um período de quase três anos sem registros.

“Foram inspecionados imóvel a imóvel em um raio de 300 metros ao redor de cada foco identificado. Assim, agora voltamos à realizar ações de vigilância ao mosquito, com inspeções em armadilhas e pontos estratégicos, além de inspeção em caso de denúncia ou de dengue, zika ou chikungunya. Porém, a gente não pode relaxar. Ressalto a importância de a população se manter alerta, ficando atenta aos imóveis, de modo a evitar que qualquer recipiente esteja acumulando água”, orienta.

Aedes aegypti

Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela urbana. Menor do que os mosquitos comuns, é preto com listras brancas no tronco, na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano.

O macho, como de qualquer espécie, alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amaduramento dos ovos que são depositados separadamente nas paredes internas dos objetos, próximos a superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência. No momento da postura são brancos, mas logo se tornam negros e brilhantes.

Em média, cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos. Se forem postos por uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ciclo evolutivo, transmitirão a doença.

Os ovos não são postos na água, e sim milímetros acima de sua superfície, principalmente em recipientes artificiais. Quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos que eclodem em pouco menos de 30 minutos. Em um período que varia entre sete e nove dias, a larva passa por quatro fases até dar origem a um novo mosquito: ovo, larva, pupa e adubo.

Aedes aegypti põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva. O mosquito pode procurar ainda criadouro naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.

Com informações do Agora Laguna

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