Filha de criciumense quer conhecer parentes da família Fernandes

Há 43 anos, o criciumense Vilmar Fernandes bateu a kombi que dirigia contra um fusca num cruzamento da cidade de Cascavel, no Paraná. A tragédia aconteceu num domingo de 28 de agosto de 1977. Ao lado dele estava a esposa, Ivone Antonieta Basso, grávida de três meses. Ambos caíram fora do veículo pela porta do caroneiro e bateram com a cabeça no asfalto sofrendo traumatismo craniano. No mesmo dia a esposa faleceu. No dia seguinte, ele também morreu deixando a filha Indianara, com apenas três anos. A menina foi encontrada sobre um monte de areia, não se sabe se ela estava no colo da mãe ou se foi arremessada por uma das janelas.

Depois do acidente Indianara ficou um ano sob os cuidados de uma tia materna. Naquela época era preciso esperar este tempo para que os parentes paternos solicitassem o direito de guarda, pois tinham preferência. Como não foi procurada por eles, a avó materna que morava em Viadutos, no Rio Grande do Sul, conquistou o direito de cuidar na neta. “Eu soube que um pouco mais de ano depois do acidente meu avô e um tio foram visitar meu pai. Encontraram a casa vazia e foram informados do acidente. Ficaram sabendo que eu estava sendo cuidada pela família da minha mãe, parece que isso os deixou tranquilos e nunca mais deram notícias”, contou Indianara.

Vilmar Fernandes é filho de Pedro Manoel Fernandes e Florisbela Elias. No documento de reservista, um registro feio a lápis em maio de 1968, consta como residência o Bairro Metropolitana. Em maio de 1968, Vilmar começou a trabalhar como operário numa empresa que construía estradas, provavelmente no trajeto entre Ponta Grossa e Foz do Iguaçu, no Paraná. Em 1970 foi trabalhar como marceneiro na empresa de Erico Florentino, em Joinville, depois de um ano saiu. Em 1972 trabalhou como marceneiro em Cascavel, Paraná. Quando sofreu o acidente estava comprando maquinários e planejando construir a própria oficina.

Indianara mora em Concórdia, no oeste catarinense, e realiza o curso técnico em massoterapia, enquanto se dedica a cuidar dos filhos ainda pequenos. É casada com Cleomar Munaretto, e mãe de Ana Luiza que tem 13 anos, Carla Cristina, 8 anos e Francisco Miguel, 3 anos. “Como perdi meus pais cedo, senti falta de ter uma família como a que construí. Não conheço ninguém da família do meu pai. Precisei entender tudo o que aconteceu e me preparar para buscar por eles. Agora decidi, fiz o movimento e espero que alguém tenha informações”, comentou Indianara.

O pai não sobreviveu para contar a história da família. As poucas fotos que ela guarda são registros importantes que mostram o dia do casamento, os móveis que fabricava, que sabia tocar violão e ficam dúvidas sobre quem eram os familiares e amigos fotografados em algum momento especial do seu passado.

Quem tiver informações pode entrar em contato com Ana Lúcia Pintro, pelo whatsapp (48) 996217683.

Ana Lúcia Pintro: Professora Matemática (Criciúma e Cocal do Sul) / Acadêmica de Jornalismo (SATC)

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