Estudo aponta que regiões Sul e Sudeste cuidam melhor do envelhecimento da população

Conhecer o perfil da população de um município e ter dados mais específicos de sua sociedade pode ser uma ferramenta útil na hora de elaborar políticas públicas que tragam benefícios para essas pessoas. E essa é exatamente uma das propostas do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL) – um instrumento que avalia como os municípios brasileiros estão se preparando para o envelhecimento de suas comunidades.

Com a divulgação recente dos dados relacionados a 2020, podemos perceber que existe uma distância longínqua que separa a qualidade de vida observada entre os municípios das regiões Sul e Sudeste, quando comparados aos das regiões Norte e Nordeste. Das 20 maiores cidades do País as mais preparadas para atender as necessidades dos idosos, constam apenas cidades do Sul e Sudeste, assim como também é visto entre os 40 municípios de pequeno porte mas com melhores indicadores do Brasil.

O estudo foi realizado pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, uma instituição sem fins lucrativos que tem a missão de discutir os impactos sociais e econômicos do aumento da expectativa de vida no Brasil. A avaliação coletou dados de 876 cidades brasileiras que correspondem a 72% da população do País, comparando sete pontos principais: cuidados em saúde, bem-estar, habitação, finanças, educação e trabalho, além de cultura e engajamento.

De acordo com Antônio Leitão, gerente do Instituto, as desigualdades observadas na pesquisa levam em conta outros dados de diversas instituições e mostram algumas exceções. “No que diz respeito as regiões, a realidade do Brasil de ter desigualdades muito grandes se reflete no IDL. O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade, acompanha, de alguma forma, outros indicadores, outros índices de desenvolvimento humano, social e econômico do Brasil. As cidades com melhor desempenho no IDL estão nas regiões Sul e Sudeste, em comparação com as regiões Norte e Nordeste. Embora isso não seja uma verdade absoluta, pois existem exceções”, destacou.

Mantendo o foco nas diferenças entre as regiões, outro ponto interessante a se destacar é que pela avaliação dos indicadores, “São Paulo foi o estado com os melhores resultados tanto nas maiores quanto menores cidades, enquanto o Pará foi o estado com pior resultado nas cidades grandes e a Bahia foi onde tivemos os piores resultados com as cidades pequenas”, explicou Leitão.

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Com o resultado das eleições deste ano, um tipo de estudo como esse deve acender um sinal de alerta aos novos prefeitos, que precisam se atentar ao fenômeno da crescente expectativa de vida e do envelhecimento da população por conta de diversos fatores. “Observamos alguns pontos como a menor quantidade de filhos, que é diferente entre as regiões do País. Isso ocorre mais no Sul e Sudeste, do que na região Norte”, destacou o gerente institucional.

Para ele, é importante que as prefeituras “trabalhem com dados claros e transparência para achar soluções. Para que se possa criar uma cidade bem preparada para dar longevidade, ou seja, qualidade de vida em todas as idades, é preciso pensar em ações multisetoriais”, afirmou.

Essa forma de trabalho pode ser traduzida na forma de gerenciar um município, fazendo com que todas as áreas se integrem para trazer mais benefícios para a população local. “Saúde, educação, infraestrutura, meio ambiente, economia e todas as outras áreas precisam ser trabalhadas juntas para promover longevidade”, detalhou Antônio Leitão.

De acordo com a médica Patrycia Tavares, especialista em Longevidade, um município ou mesmo uma comunidade deve se estruturar para que seus habitantes possam envelhecer com saúde e viver por mais tempo, para isso “é preciso investir em promoção à saúde e prevenção de doenças desde a infância como programas que estimulam a atividade física, uma boa alimentação para que essa criança se torne um adulto saudável e, consequentemente, se torne um idoso forte”, argumentou.

 

É preciso que os gestores públicos compreendam que a manutenção de políticas públicas tem de levar em conta todas as faixas etárias e não esquecer um ponto cada vez mais importante em nossa sociedade. “Para crianças, adultos e idosos, um envelhecimento saudável não é só saúde física, mas a saúde mental e, também, social. Por isso a necessidade do incentivo a atividades sociais, culturais e outras diversas para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, acrescentou a especialista em Longevidade.

Fonte: Brasil 61

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