Empresários de Joinville presos na Operação Alcatraz

Os dois joinvilenses presos na manhã de terça-feira (19), na 2ª fase da Operação Alcatraz, ficarão em prisão domiciliar. Os mesmos foram alvos de mandados de prisão preventiva na ação denominada Hemorragia, que visa a repressão de uma organização criminosa especializada na prática de crimes de corrupção, fraude em processos licitatórios e lavagem de dinheiro.

Os dois empresários são sócios em empresas que desenvolvem sistemas e softwares para o gerenciamento de hospitais, clínicas e consultórios. De acordo com a Polícia Federal, os dois foram presos nas primeiras horas desta terça-feira, interrogados ainda de manhã e encaminhados para o Presídio Regional de Joinville para colocação de tornozeleira eletrônica.

Ficarão em prisão domiciliar por conta da pandemia da Covid-19 e já estão em casa. Além dos mandados de prisão, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na cidade. Os dois atuam nas empresas Micromed Sistemas Ltda e WeKnow Business Intelligence.

As empresas estavam fechadas nesta tarde. As prisões aconteceram no Centro e no bairro Glória. Na ação desta terça-feira, foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão, 11 de prisão preventiva e nove de prisão temporária em Joinville, Florianópolis e Xanxerê.

Em Florianópolis, Julio Garcia, presidente da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) teve a prisão domiciliar decretada e usará tornozeleira eletrônica. O ex-governador Eduardo Pinho Moreira foi alvo de mandado de busca e apreensão.

De acordo com a investigação, o grupo teria atuado no governo do Estado por pelo menos dez anos, entre 2008 e 2018, comandados por pessoas do alto escalão de instituições públicas com forte influência política.

Iniciada em julho de 2018, a investigação da Polícia Federal detectou que o Estado teria efetuado o pagamento de mais de R$ 500 milhões às empresas investigadas, dinheiro oriundo, em grande parte, da Secretaria de Saúde do Estado.

O advogado de defesa dos empresários, Augusto de Arruda Botelho, enviou ao ND+ uma nota oficial contestando as acusações e alegando a inocência da empresa e dos sócios.

“A defesa da Micromed contesta com veemência as equivocadas acusações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. A regularidade de sua operação e a inocência completa de seus sócios será demonstrada ao longo da investigação”, fala.

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Foto: Tiago Ghizoni/DC

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