Denúncia contra violência à mulher em pauta em Cocal do Sul

Mais de 80 pessoas que integram os grupos de mães e idosos de Cocal do Sul participaram nesta semana, da palestra alusiva ao dia Internacional de Luta contra a Violência à Mulher (25). O encontro realizado pela Secretaria de Assistência Social e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) teve como palestrantes a Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Içara, Maria da Graça Pavei, Advogada Edna Benedet e a policial civil, Ludmila Oliveira Daufenbach.  O evento também contou com a presença da vice-prefeita, Cirlene Gonçalves Scarpato, equipes do CRAS, Saúde, Centro Dia do Idoso e alunos da Apae.

Impactante e real, a palestra chocou os participantes com a demonstração de vídeos de agressão, relatos de mulheres do campo, falas da Central da Polícia quando alguém liga pedindo ajuda, orientações, direitos e alertas.  Tudo para conscientizar sobre a importância da denúncia e mostrar que as mulheres estão protegidas, basta ter coragem para denunciar.

“Nós buscamos trabalhar com este público para quebrar tabus e os pensamentos das pessoas que acham que esse tipo de violência é cultural. A violência nunca é normal. Antigamente era muito comum a gente ouvir de mães idosas que apanhavam do marido, eram agredidas, desrespeitadas e achavam isso normal, pois não tinham como se defender ou para onde ir. Hoje ouvimos muitos relatos de exemplos como esses, e isso também acaba sendo passado para os filhos, de certa forma. Mas essa situação não é normal e hoje temos inúmeras maneiras de combater a violência contra a mulher”, declara a assistente Social, Patrícia De Lucca.

Conforme a secretária de Assistência Social, Angela Mendes Anjo Santa Catarina, de acordo com os dados apresentados, é o quinto Estado mais violento contra a mulher do país. “A denúncia é a principal atitude que a mulher precisa ter diante de uma situação de violência. Outro fator importante são as pessoas próximas que tem a preocupação de não se envolver. Quando se depararem com esta covardia, denunciem. Existem várias formas de fazer isso, e o processo é sigiloso”, afirma.

Outra forma de amparo no município, seguro e de fácil acesso é por meio do Creas. Um local onde as mulheres se sentirão protegidas, com orientações e acompanhamento da pessoa que foi agredida e da sua família, de forma sigilosa.  “Nosso trabalho é de amparo, orientação e encaminhamentos. Hoje os números de agressões e violência contra a mulher são pequenos em Cocal, mas sabemos que essa não é a realidade. As mulheres escondem, sofrem. As crianças que assistem a violência contra a mãe também acabam transferindo essa violência, onde os professores podem identificar e fazer a denúncia. Além disso, o Creas encaminha a medida protetiva por meio da Delegacia e o agressor é afastado”, explica.

O contato com o Creas pode ser feito por meio do telefone (48) 3444-6034, ou direto no local, na sede localizada no bairro Jardim Itália, ao lado do Centro Dia do Idoso e fundos com o ESF do bairro. A denúncia pode ser feita também pelo disk 100 e 180.

Números de Cocal do Sul (violência contra a mulher)

Novembro de 2018 a Novembro de 2019

-Ameaça: 26

-Calúnia: 3

-Dano: 4

-Difamação: 6

-Injúria: 4

-Lesão corporal: 11

Total: 54

ASCOM – Prefeitura de Cocal do Sul

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MEC promete protocolo e R$ 525 milhões para retorno às aulas presenciais

BRASÍLIA – O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse nesta quinta-feira, 17, que a pasta irá distribuir R$ 525 milhões a escolas para preparar o...

Funerária Zapelini informa o falecimento do Sr. José Carlos Mattos

Faleceu hoje dia (18) ás 4:15  no hospital Santa Otília de Orleans aos 56 anos o senhor José Carlos Mattos, deixa esposa, 3 filhos...

Após contaminações, STF avalia novos protocolos contra covid-19

Após o ministro Luiz Fux e cinco autoridades convidada para sua posse na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) testarem positivo para covid-19, a...

Justiça nega pedido de liberdade de Suzane Von Richthofen

A 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou que Suzane Von Richthofen, condenada a 39 anos de...