Comarca de Palhoça implanta a Oficina da Parentalidade para casais em litígio

O término do relacionamento conjugal não implica o fim da relação parental, e os filhos precisam ser amados, cuidados e protegidos pelo pai e pela mãe mesmo que separados. Para proteger crianças e adolescentes durante o divórcio litigioso, servidores da comarca de Palhoça implantaram a Oficina da Parentalidade. A iniciativa é uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que tem o objetivo de construir a melhor solução para o conflito instaurado pela separação conjugal. A primeira oficina foi realizada no salão do Tribunal do Júri no mês de fevereiro.

Intimados pelo juiz Luís Felipe Canever, da Vara da Família, Idoso, Órfãos e Sucessões da comarca de Palhoça, os pais e as mães devem participar da oficina, que tem duas horas e meia de duração. Aplicada pelas assistentes sociais Kely Cristina de Souza e Lisiane Pahl e pela psicóloga Sarah Maria Lemos Schuh, a Oficina da Parentalidade tem a intenção de alertar a família para as adaptações necessárias.

A oficina também pretende criar um espaço seguro e confiável para a compreensão das diferenças entre conjugalidade e parentalidade, a fim de facilitar a aceitação dos novos arranjos familiares. “Quando há tumulto emocional entre o homem e a mulher que se separam, esse passa, de modo inevitável, para a relação com os filhos. As crianças que ficam no meio dessa linha de fogo sofrem com a tensão e a sobrecarga da separação, dificultando o encontro de um novo equilíbrio”, anotam as assistentes sociais Kely Cristina de Souza e Lisiane Pahl.

Durante o trabalho em grupo, vários temas são colocados em discussão como os ciclos de vida familiar, o processo do divórcio, os filhos na nova família e o que fazer com as diferenças entre outros. Após um processo de reflexão, os pais e as mães são encaminhados para a mediação. O objetivo é que o ex-casal possa estabelecer as próprias regras de modo consensual para a posterior homologação do magistrado.

A intenção é evitar o divórcio destrutivo, que é caracterizado por brigas constantes, dificuldade no cuidado com os filhos, desvalorização da imagem do outro genitor, necessidade de implicar terceiros no litígio (membros da família extensa, profissionais da saúde, escola ou Justiça entre outros) e envolvimento dos filhos para que tomem partido na situação conflituosa. “Estudos sugerem que um estado emocional negativo derivado da exposição ao conflito interparental afeta o sentido de segurança emocional interna, diminuindo a autoestima, potencializando sentimento de culpa e ameaça nos jovens e interferindo em seu bem-estar”, destaca Sarah. A previsão é de que sejam realizadas duas oficinas por mês com, no máximo, 27 casais.

Imagens: Divulgação/Assessoria de Imprensa TJSC
Conteúdo: Assessoria de Imprensa/NCI

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