CEJUSC Virtual é ferramenta de resolução rápida de conflitos em função da pandemia

Com a situação financeira impactada pelos efeitos indiretos da pandemia de Covid-19, como muitos cidadãos, o autor de uma ação no Sul do Estado se viu obrigado a rescindir um contrato com uma prestadora de serviços. No entanto, suas tentativas de contato com a empresa não foram respondidas, o que o levou a buscar resposta por meio do Poder Judiciário. A demanda foi encaminhada ao Cejus​c Virtual da comarca de Criciúma.

Depois de um contato prévio, a secretária do CEJUSC de Criciúma, Fernanda Bolzani Mascarello, que também atuou como moderadora, juntamente com a mediadora Zuleica Fernandes, se reuniram com as partes para a realização da sessão de conciliação na sala virtual disponibilizada pelo Tribunal de Justiça e conversaram sobre a situação.

No final da sessão, que durou aproximadamente uma hora e meia, os envolvidos na reclamação resolveram a questão de acordo com os interesses e as possibilidades de cada um, formalizando o acordo. “Ficou claro para mim que no ambiente virtual, as partes estavam muito à vontade, porque estavam no conforto de seu lar e de seu escritório, e isso contribuiu muito para a construção da solução pelos próprios interessados”, explicou a mediadora Zuleica Fernandes.

Segundo Zuleica, o uso da conciliação virtual surgiu como um instrumento que permitiu a realização das audiências pelo meio digital, sem a necessidade de que os envolvidos se dirigissem até a sede da Justiça e isso foi fundamental para uma sociedade que vive o momento de restrições de convívio social.

“No atual cenário em que vivemos, além da celeridade, de economia para o sistema judiciário, e da praticidade para os envolvidos e seus advogados, o uso da tecnologia trouxe também a segurança de participação das pessoas a partir de suas casas. Entre os vários pontos positivos observados, destaco a segurança e tranquilidade que as pessoas apresentaram pelo simples fato de não estarem em um ambiente judicial mas sim em suas casas e o senso de trabalho conjunto proporcionado pela ferramenta, onde a ideia principal era a efetiva comunicação”, destaca.

De acordo com a mediadora, a conciliação virtual é, neste momento, um procedimento essencial aos anseios da sociedade, especialmente ante a atual necessidade de restrição do social, aumento de demandas por conta da crise financeira e aumento significativo de litígios diante das restrições necessárias ao convívio. Com o objetivo de se evitar que demandas fiquem estagnadas e sobrecarreguem ainda mais a Justiça brasileira. “Chegou o momento em que o mediador e o conciliador precisam fazer jus ao seu papel de auxiliares da justiça, precisamos dar nossa contribuição”.

Reportagem: Jornalista Fernanda de Maman

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