O crime

Por volta das 18h daquele 1º de maio de 2010, a criança foi sequestrada, abusada sexualmente em um campo de futebol, perto de casa, no bairro Floresta 2, asfixiada até a morte e ainda teve o corpo pendurado pelo pescoço com a própria calça em um alambrado.

Local do crime
O autor, e confesso, o que é raríssimo nesses casos envolvendo abuso sexual, conforme policiais e agentes penitenciários, e até então acima de qualquer suspeita, foi Diego do Nascimento Burin, hoje com 33 anos, filho de uma vizinha da família Jesus Guimarães.

Retrato falado chegou a ser produzido
Era casado, sem antecedentes criminais, trabalhava há sete anos no mesmo local e pai de um menino, à época quase que da mesma idade de sua vítima, o qual, costumeiramente, brincava com ela.

Prisão

Diego foi preso exatos 81 dias após o crime, no local de trabalho, uma carbonífera, desmascarado por um inquestionável exame de DNA, resultado de uma mobilização incessante, e sob pressão, da Polícia Civil, à época, sob o comando do delegado Vitor Bianco Júnior, hoje delegado regional.

À polícia, Diego disse que agiu sob o efeito de drogas. No depoimento afirmou que teria ingerido bebida alcoólica e usado cocaína momentos antes, na festa da empresa.

Ao se deslocar para casa da mãe, parou de moto onde a menina brincava com amiguinhos, sequestrou-a, sob a justificativa de que a mãe da menina a procurava, e levou Kenefer para o local do crime.

O júri

O réu foi condenado a pena de 38 anos e oito meses de prisão no final da tarde de 29 de novembro de 2011, em uma sessão acalorada do Tribunal do Júri, que lotou o salão do Fórum e chegou a ser transmitido ao vivo pela “ARTV”.

Jornal da Manhã
Familiares, de ambos os lados, imprensa, comunidade, estudantes de Direito e servidores da segurança pública assistiram a oito horas de júri popular à espera do desfecho do caso, ao menos, em primeira instância, na esfera judicial.

Para organizar e evitar tumulto, senhas chegaram a ser distribuídas.

Momento da sentença/Foto: Arquivo Jornal A Tribuna
Na acusação, o promotor Alex Sandro Teixeira da Cruz, ainda atuante no Ministério Público de Criciúma.

Na defesa, o advogado Carlos Rodolpho Pinto Glavam da Luz, o segundo a “pegar” o caso. Ele tentou recorrer da decisão, sob argumento jurídico de que a pena foi exacerbada para um réu primário, mas sem sucesso.

Liberdade próxima

Diego segue recluso na Penitenciária de Curitibanos, para onde foi levado dias após a sentença.

Pela rejeição da massa carcerária da Penitenciária Sul, onde aguardou o julgamento, foi transferido, por medidas de segurança, à unidade prisional da região Serrana.

Segundo seu processo judicial de Execução Penal, lá trabalha e estuda e tem comportamento considerado bom, o que pode ajudar a levá-lo, daqui a no máximo três anos, ao regime semiaberto.