Campanha Setembro Verde: um alerta para a prevenção ao câncer de intestino

Setembro é o mês da conscientização para a prevenção ao câncer de intestino, também conhecido como colorretal, campanha promovida pela Sociedade Catarinense de Coloproctologia – SCCP, pela Sociedade Catarinense de Gastroenterologia – SCG e pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva Estadual SC – SOBED-SC.

A médica proctologista, Elisa Marques, membro da Sociedade Catarinense de Coloproctologia – SCCP, destaca que este tipo de câncer é o único que o paciente consegue prevenir. Segundo ela, a colonoscopia é o exame que permite a retirada das lesões pré-malignas (os pólipos), ao contrário do câncer de mama e da próstata, cujas campanhas têm como objetivo o diagnóstico precoce. “Na maior parte dos casos, a doença inicia com o pólipo intestinal, que é uma alteração causada pelo crescimento anormal da mucosa do intestino grosso (cólon e reto). Com o acompanhamento regular é possível reduzir a ocorrência da doença”, explica a médica.

Alta incidência entre homens e mulheres

O câncer de colorretal já figura como o segundo tipo de tumor mais comum entre mulheres e  homens no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Um dado preocupante vem gerando alerta: o aumento do número de casos em pessoas cada vez mais jovens. E esse movimento é justamente para alertar a sociedade sobre as formas de prevenção e diagnóstico da doença. Recentemente tivemos a morte precoce do ator Chadwick Boseman, de 43 anos e reforça a necessidade da queda do tabu para a realização do exame de colonoscopia.

“O câncer colorretal é altamente curável, especialmente quando diagnosticado cedo, por isso é importante a realização de exames periodicamente. Nos casos precoces, o tratamento pode ser feito por colonoscopia. A cirurgia, associada algumas vezes à quimioterapia e radioterapia, é usada como tratamento nos casos mais avançados. Os exames são indicados a partir dos 50 anos”, explica o médico Felipe Paludo Salles, presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva Estadual SC – SOBED-SC.

Estima-se, por exemplo, que pessoas nascidas na década de 1990 possuem um risco quatro vezes maior de desenvolver câncer no reto (a porção final do intestino) do que as que vieram ao mundo nos anos 1950.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, é o terceiro tipo de câncer que mais mata pessoas no mundo. Desenvolve-se gradativamente por uma alteração nas células, que começam a crescer de forma desordenada sem apresentar qualquer sintoma. Por esse motivo, a detecção precoce é fundamental. Quanto mais cedo é diagnosticado, maiores são as chances de cura da doença.

Dados do INCA apontam a estimativa de 40.990 novos casos, em 2020, de câncer em SC, sendo 20.520 homens e 20.470 mulheres. Quando analisamos os números de câncer de intestino para SC, chegamos a projeção de quase 2.400 novos casos, apenas esse ano.

Índices elevados no Sul do Brasil

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, as taxas de incidência são maiores nas regiões Sul do Brasil. Uma das explicações para este aumento é que tradicionalmente há o predomínio do consumo de carnes vermelhas e gordurosas. Além disso, se deve ao fato de o modo de vida nesses estados ser mais semelhante ao de países desenvolvidos, em que há uma elevada prevalência de excesso de peso e obesidade, inatividade física, tabagismo, ingesta de bebida alcoólica e consumo de carnes processadas (salsicha, presunto, linguiça, carne seca etc).

Como prevenir

No Brasil, seguindo indicações da Organização Mundial da Saúde indica-se o rastreamento por meio de colonoscopia a partir dos 50 anos como forma de prevenção do câncer colorretal. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos.

Incluir muitas fibras na sua alimentação (de 25g a 30g por dia). Os alimentos ricos em fibras são: frutas frescas, vegetais e cereais integrais (aveia, farelo de trigo, grãos, etc.).

Preferir sempre os alimentos com fibras. Comer cerca de duas xícaras e meia de frutas e verduras todos os dias.

Reduzir a quantidade de gordura, principalmente as de origem animal (carne vermelha e queijos). Evitar o álcool, combater a obesidade e não fumar.

Aumento da prevalência em jovens

Tem sido registrado em todo o mundo um aumento na prevalência dos casos em adultos jovens, em decorrência, principalmente, dos maus hábitos e vem afetando cada vez mais adultos de 20 a 39 anos. De acordo com um estudo da American Cancer Society (ACS), a incidência da doença nessa faixa etária vem crescendo entre 1% e 2,4% anualmente desde a década de 1980.

Porém, as ameaças que contribuem para o aumento deste tipo de câncer nessa idade não estão relacionados apenas com a falta de exames preventivos, mas sim a questões comportamentais. É fundamental, por exemplo, cuidar da dieta, já que o consumo de alimentos processados está vinculado a esse tipo de tumor e é frequente entre os jovens.

O excesso de álcool, outro hábito juvenil, também é um fator de risco, assim como tabagismo, sedentarismo, excesso de ganho de peso, baixo consumo de fibras, pouca exposição solar, entre outros.

Estima-se, por exemplo, que pessoas nascidas na década de 1990 possuem um risco quatro vezes maior de desenvolver câncer no reto (a porção final do intestino) do que as que vieram ao mundo nos anos 1950.

Sintomas e sinais

Os sintomas mais comuns associados ao câncer de intestino são:

– Sangue nas fezes;

– Mudanças recentes nos hábitos intestinais;

– Sensação de evacuação incompleta;

– Cansaço ou fadiga inexplicável;

– Dores abdominais;

– Perda inesperada e repentina de peso.

Atenção, pois o câncer colorretal pode se desenvolver silenciosamente por um tempo, sem apresentar sintomas.

Tratamento

O câncer de intestino é uma doença tratável e frequentemente curável. A cirurgia é o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema de defesa do corpo) dentro do abdômen. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia (uso de radiação), associada ou não à quimioterapia (uso de medicamentos), para diminuir a possibilidade de recidiva (retorno) do tumor.

O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas.

Após o tratamento, é importante realizar o acompanhamento médico para monitoramento de recidivas ou novos tumores.

Setembro Verde em Santa Catarina

Em Santa Catarina serão realizadas diversas ações com o objetivo de disseminar informações e desmistificar a prevenção do câncer de intestino e toda a agenda pode ser acessada https://campanhasetembroverde.com.br/ e no instagram @setembroverdesc.

Adriana Laffin – Apoio Comunicação+Eventos

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