Caminhada comemora os 130 anos de colonização de Siderópolis

O roteiro escolhido para iniciar o percurso com marcas da história de Siderópolis iniciou na Igreja São Floriano, localizada no Rio Jordão Baixo. O evento organizado pelo publicitário Giovane Possamai Della, responsável pela divulgação dos pontos turísticos da cidade na página Sidetur do instagram, recebeu um grupo de 26 pessoas. O passeio turístico e cultural de 10 quilômetros, foi realizado neste dia 18 de julho, aniversário de 130 anos de colonização da cidade.

no monumento do Gemellaggio, representado por duas pedras entrelaçadas, símbolo do pacto de união realizado em 1995 entre a comunidade de Rio Jordão e a comuna italiana Forno Di Zoldo de onde vieram aproximadamente 30 famílias fundadoras. Depois seguiram, passando pela casa centenária construída em 1916. A construção de paredes amarelas e janelas vermelhas tem em anexo uma bodega desde 1961.

A professora Mirtes Balbinot e a filha Bruna, 16 anos, participaram da primeira caminhada turística de suas vidas. Conheceram a Cachoeira do Bianchini. O morador da Casa de Pedra, Márcio Francisco Vicente, autorizou a visitação interna da construção iniciada em 1905. “Gosto de olhar monumentos como este. Minha mente viaja, penso em quantas coisas estas paredes já viram, no trabalho que tiveram para colocar cada pedra e pensar em como ajeitar cada uma, dá pra perceber que foi reformada com tijolos maciços, é interessante imaginar o que aconteceu no passado”, comentou Mirtes.

A pequena Liz Ozório de Morais, 4 anos, faz parte do grupo Trilheiro Sem Rumo, de Criciúma.  Enquanto ela conhecia a terra dos seus antepassados, curtiu correr, colher flores, comer amoras encontradas à beira do caminho e brincar com gatos. A mãe, Cristiane Rodrigues Ozório de Morais, contou que a menina já realizou a Trilha dos Dois Dedos sendo carregada pelos familiares. “Ela nos acompanhada desde os dois anos. Já percorreu caminhando a trilha da cachoeira do Bizungo, em Morro Grande. Meu filho de 17 anos também veio com a namorada, sinto que nossa família ficou mais unidade desde que começamos a participar destas atividades”, comentou Cristiane.

A capela Nossa Senhora das Dores, localizada no Rio Jordão Médio, é um patrimônio histórico e religioso abandonado, há muitas tábuas apodrecendo, seu interior está vazio e necessita ser restaurada. A primeira capela da comunidade foi construída por imigrantes italianos em 1922. Passou por reformas em 1941, 1954, 1972 e a última em 2001. Diante dela, o grupo cantou a música “Mérica Mérica” que preserva a tradição italiana e muitos manifestaram o desejo de vê-la restaurada e preservada.

“Os participantes doaram alimentos que serão doados para que a Pastoral Social distribua às famílias carentes de Siderópolis”.

Ana Lúcia Pintro: Professora Matemática (Criciúma e Cocal do Sul)/ Acadêmica de Jornalismo (SATC)

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