Brasil será responsável por 54% da soja importada pelo mundo

Aconteceu a quarta edição do Agro em Debate, o Doutor Agro, Marcos Fava Neves conta sobre a produtividade da soja e o que o produtor pode esperar nos próximos anos. Na oportunidade o Professor de Planejamento Estratégico e Agronegócios da FEA-RP e EAESP/FGV, mestre e doutor, Marcos Fava Neves trouxe para discussão o futuro do agronegócio, e como construir valor frente a uma situação de custos e mercados crescentes.

De acordo com as informações divulgadas pela assessoria, ao iniciar sua palestra, Marcos comentou sobre o excelente momento vivenciado pelo Brasil, no qual a soja tem previsão de produção para a safra 21/22 de 144 milhões de toneladas, ou seja, 37% da soja produzida no mundo será brasileira. O Brasil será responsável por 54% da soja importada pelo mundo.  “Quando me perguntam se o negócio de grãos para o futuro será bom ou não para os brasileiros eu só posso dizer que o consumo mundial de grãos aumenta 40 milhões de toneladas por ano. Ou seja, a cada 3 anos e meio o mundo precisa de uma produção de soja do Brasil, adicional, para suprir as necessidades comerciais”, comenta Marcos.

Não só para suprir a cadeia de grãos, mas também para ajudar a desenvolver a cadeia de proteína, a soja é importante para a produção de ração que suporta o crescimento do consumo de carne. Mas, além disso, os biocombustíveis também têm se expandido no mundo. Estados Unidos, China, Brasil já utilizam milho para etanol e soja para biodiesel. E para suportar as expectativas do mercado e entregar performance, segundo Marcos Fava o produtor precisa:

Ter comportamento financeiro adequado, controlar o fluxo de caixa, desenvolver opções, estar atento às oportunidades e “ficar melhor antes de ficar maior”. Excelência de lavoura – olho clínico, mente aberta, inovador, frequenta eventos, prática gestão por metro quadrado e sustentabilidade sempre querendo melhorar.

Controle de custos, coletar e administrar todos os dados, liderança exemplar, nada de vazamentos, inspira, forma sucessão e divida resultados com a equipe.

Por: AGROLINK -Aline Merladete

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