BRAÇO DO NORTE | Grupo de Braço do Norte conhece cachoeiras de José Boiteux

Tribo da Trilha é um grupo de Braço do Norte formado por pessoas que gostam de conhecer lugares, acampar e viver experiências em contato com a natureza. O grupo se reuniu para montar um acampamento no Camping das Cachoeiras, situado no Alto do Rio Wiegand, em José Boiteux. O fim de semana, dias 7 e 8 de novembro, foi escolhido para contemplar quatro cachoeiras do município localizado no Alto Vale do Itajaí.

A poeira aumentada devido à estiagem e as plantações de fumo marcaram o cenário das estradas. A distância do camping até a entrada da cachoeira do Rio Laeiz é de 17 quilômetros e para chegar até a Cachoeira do Encontro é preciso avançar mais sete.

O almoço do sábado foi realizado na Cachoeira do Encontro, depois de percorrer uma trilha de nível fácil de aproximadamente dois quilômetros. O proprietário cobrou dez reais por pessoa

Os três quilômetros para chegar até a cachoeira do Rio Laeiz exigem esforço físico e concentração. Duas escadas retas de madeira, cordas, pedras, raízes e troncos de árvores são obstáculos e ao mesmo tempo suporte para transpor o caminho. Na entrada da trilha há um aviso alertando o turista que ele está entrando lá porque quer. O proprietário, dono de um frigorífico, não cobra taxa para não ter que assumir os riscos. Mesmo assim, já ficou conhecido como o açougueiro que salvou o bombeiro que se perdeu num dia que armou um temporal.

Há duas cachoeiras identificadas como Cachoeira do Rio Wiegand. A primeira delas fica dentro do próprio camping. O leito do rio é revestido por camadas de pedras planas gigantes e apresenta vários buracos que ficam expostos quando o nível da água está baixo. A segunda, tem uma queda d’água que relaxa e oferece um lugar propício para prática de meditação. O proprietário colocou degraus de concreto e corrimões de bambu para facilitar a chegada até o local. Ele aceita doações espontâneas que são merecidas para que a manutenção continue garantindo os cuidados necessários.

Manoel Rabelo, professor de educação física, morador de Criciúma, faz trilha por gostar de comungar e de buscar o equilíbrio junto à natureza. Segundo ele, o mundo está ficando pior enquanto caminha para uma transformação necessária, a pandemia trouxe reflexão, mas a maldade humana ainda impera. Quando faz trilha volta pra casa uma outra pessoa porque também aproveita para fotografar e ouvir o som do silêncio. Na sua visão a busca pelo ter casa, carro, emprego e dinheiro, muitas vezes passa por cima do ser. “O encontro com a natureza me humaniza mais, me ajuda ser mais sensível e completo. O tempo escorre pelas mãos, é rápido, quando se percebe já está nas portas da velhice. Enquanto eu tiver agilidade, força e vontade, vou seguindo”, concluiu Rabelo.

A advogada Diana Cruzeta, moradora de Braço do Norte, começou a fazer trilhas para aliviar o estresse da profissão. Descobri pessoas que curtem as mesmas coisas e que usam as trilhas para tratar algum mal. “Tenho uma sensação de alívio, paz e prazer grande que me ajuda a diminuir a ansiedade. Para mim é uma terapia alternativa”, comentou a jovem de 25 anos.

Evandro Felipe Aguiar é o líder do grupo Tribo das Trilhas e conta com o apoio de alguns participantes na organização dos eventos. Quando criança ele gostava de acampar com o pai e parou quando optou por outras prioridades na vida adulta. No ano passado ele retornou, mas a chegada da pandemia atrapalhou as atividades. Na metade do ano resolveu criar um grupo de trilhas e acampamentos. “O grupo foi um sucesso e rapidamente ficou muito grande. Diante da situação, pedi aos amigos ajuda na organização. Eles aceitaram e tudo ficou mais prazeroso ainda porque dividimos funções. Todos ajudam de forma voluntária, sem cobranças, porque amam fazer trilhas, acampar e fazer o bem aos demais”.

Contatos com o grupo podem ser feito pelo Intagram @tribodatrilha_.

Ana Lúcia Pintro | Professora Matemática (Criciúma e Cocal do Sul) Acadêmica de Jornalismo (SATC)

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