Biólogo brasileiro cria armadilha inovadora contra mosquito da dengue

mosquito da dengue está distribuído em regiões tropicais e subtropicais do mundo e transmite doenças como Chikungunya, Dengue e Zika. Somente em 2019, mais de 400 brasileiros morreram por causa da doença, presente principalmente em São Paulo e Minas Gerais. Há mais de 20 anos, o biólogo brasileiro Álvaro Eiras luta para encontrar tecnologias inovadoras para monitorar e controlar as fêmeas do mosquito, como uma armadilha que captura as fêmeas do mosquito, quando procuram locais para colocarem seus ovos.

A técnica faz parte de um sistema de monitoramento em grande escala e em tempo real, que tem como objetivo evitar o nascimento do inseto. Foram 2 décadas de experiemtnos desenvolvidos de forma empreendedora, mas que se mostraram cada vez mais importantes. Através dele, foi possível identificar áreas infestadas pelo inseto e se os mesmos estão infectados com os vírus da dengue, zika e chikungunya.

armadilha mosquito dengue 2

Como funciona

A primeira coisa que o biólogo fez, foi desenvolver um produto químico que atrai as fêmeas do mosquito. Com este produto, elas iam direto para a parede, e não para a água, atraídas por um odor específico. A partir disso, ele teve a brilhante ideia de passar uma cola no recipiente para capturar o aedes aegypti e, em seguida, criou um cartão adesivo para prendê-lo. Segundo o professor, já foram mais de 5 milhões de fêmeas mortas.

armadilha mosquito dengue 3

A armadilha desenvolvida por ele está sendo comercializada desde 2006, em prefeituras, condomínios, indústrias e instituições governamentais. O Espírito Santo, por exemplo, usa a tecnologia em todos os 78 municípios do Estado. A técnica, além de capturar as fêmeas, ajuda no monitoramento, identificando os locais com maiores infestações de mosquitos e se há contaminação com o vírus da chikungunya, dengue e zika.

armadilha mosquito dengue 4

O projeto ganhou o nome de Monitoramento Inteligente da Dengue (MI-Dengue). “O Sebrae financiou a produção e avaliação dos protótipos, além de apoiar financeiramente a construção dos moldes das armadilhas para a produção”, explica Álvaro Eiras. Com o produto é possível reduzir a transmissão de casos de doenças transmitidas pelo aedes aegypti”, acrescenta o professor.

Gabriela Glette : Redação Hypeness

Fotos: reprodução

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