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BC da Argentina eleva taxa de juros para 75% ao ano

O banco central da Argentina elevou sua taxa básica de juros em 5,50 pontos percentuais, para 75% ao ano, nesta quinta-feira (15). A informação foi dada pela “Reuters”.

A medida tomada pelo governo da Argentina representa um nono aumento mensal consecutivo. Os dois últimos foram saltos de 8,00 e 9,50 pontos percentuais, respectivamente.

Inflação anual da Argentina atinge maior nível em 31 anos

inflação anual da Argentina subiu para 78,5%, após o índice de preços ao consumidor ter alta de 7% em agosto frente ao mês de julho. Essa foi a maior taxa em cerca de 31 anos, de acordo com informações publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), da Argentina, na última quarta-feira (14).

A última vez que a inflação anual ao consumidor na Argentina esteve próxima a esse nível foi em 1991. À época, o país passava por um período de hiperinflação. Especialistas do mercado acreditam que a inflação de 2022 da Argentina pode chegar a 100%.

A inflação acumulada na Argentina desde janeiro de 2022 é de 56,4%. Vale lembrar que o mês de agosto foi o primeiro mês completo da gestão do novo ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa.

O índice de preços também foi impactado pelo avanço dos preços de medicamentos, que subiu 5,7% em agosto. O custo do transporte subiu 6,8% devido a alta das tarifas de transporte público e o aumento dos combustíveis.

Para conter a inflação, o Banco Central da Argentina precisou subir os juros. A taxa de juros do país estava em 69,5% ao ano.

Shopee irá deixar a Argentina

Shopee informou aos funcionários nesta quinta-feira (08) que está deixando a Argentina. Além disso, a companhia irá encerrar suas operações no Chile, México e Colômbia. O Brasil não será afetado.

Em e-mail interno visto pela “Reuters”, Chris Feng, presidente-executivo da Shopee, escreveu aos colaboradores que a empresa precisava “focar recursos nas operações principais” por conta da “atual incerteza macroeconômica elevada”.

Shopee confirmou à “Reuters” que “se concentraria em um modelo transfronteiriço no México, Colômbia e Chile, e fecharia na Argentina”

por Redação BP Money