ARTIGO | “O novo normal” já é realidade nos consultórios, clínicas e residenciais para idosos por conta da Covid-19

“Profissionais reduzem número de atendimentos por hora e reforçam protocolos para evitar contágio”

A Covid-19 mudou o mundo e biossegurança é a palavra da vez. Conhecida, estudada e praticada pelos profissionais de saúde, sua aplicação tem mudado a rotina de clínicas e consultórios nesta pandemia.

“A responsabilidade em adotar medidas de prevenção e controle de infecção durante qualquer procedimento, que será cada vez mais individualizada e personalizada, é de todos os profissionais que praticam atendimentos que envolvam saúde e bem-estar. Na Odontologia, por exemplo, os profissionais desempenham um papel crucial na prevenção da transmissão dessa infecção viral, já que aerossóis e gotículas são os principais meios de propagação e a volta aos atendimentos clínicos odontológicos será um momento importante muito em breve”, afirma Rosely Cordon, especialista em Gestão de Qualidade em Serviços de Saúde pelo Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e Coordenadora Científica do Movimento Todos pela Odontologia (Abimo/APCD).

O ambiente odontológico carrega risco de infecção viral devido a procedimentos que envolvem comunicação face-a-face com pacientes e exposição frequente à saliva, sangue e outros fluidos corporais. “O paciente, que deverá chegar ao ambiente com máscara e só retirar no momento do tratamento, terá a temperatura medida logo na entrada. O uso do álcool em gel, lenços descartáveis, bochechos prévios, pia e sabonete líquido na recepção da clínica para higienização da cavidade oral, mãos e rosto, serão procedimentos pré-atendimento. Paciente e profissional também utilizarão óculos de proteção e a máscara N95 com a Face Shield, luvas e aventais, que deverão ser trocados a cada atendimento”, explica Cordon.

O especialista em Harmonização Facial, Willian Ortega, além de todos os cuidados já exemplificados acrescentou tapete desinfectante bactericida na entrada da clínica. “Outro procedimento foi a eliminação de materiais de uso compartilhado por pacientes como canetas, pranchetas, telefones e revistas”, afirma.

Já o Grupo DG Sênior, residencial de idosos, adotou a realização da testagem da Covid-19 em todos os idosos e funcionários. “Nosso público é altamente vulnerável ao vírus e os funcionários são os vetores da transmissão, portanto a testagem é vital para o bem-estar de todos”, diz Marcella Santos, enfermeira chefe dos residenciais.

Para André Borba, oftalmologista e especialista em oculoplástica, a triagem telefônica é um item novo no protocolo: “Um dia antes da consulta checamos as condições clínicas do paciente nos últimos 14 dias”, explica. Um questionário investiga se teve febre nos últimos dias, tosse ou algum sintoma respiratório, se perdeu o paladar ou olfato. “Caso haja alguma resposta positiva haverá o reagendamento da consulta”, diz.

Outra medida são os alertas visuais, como cartazes, placas e pôsteres na entrada e locais estratégicos. “Instruções de como lavar as mãos, como tossir e espirrar, evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas, a não utilização de acessórios, tem como objetivo reduzir ao máximo a transmissão”, afirma Cordon.

Para a retomada das consultas eletivas, o cirurgião plástico Pedro Lozano, implementou a sanitização da clínica para retorno dos atendimentos com segurança. “Aumentamos o intervalo de atendimento entre os pacientes e desta maneira fazemos a desinfecção e evitamos que as pessoas se encontrem na sala de espera”, afirma.

Fernando Prado, médico ginecologista e obstetra, diretor técnico da Clínica NeoVita de Reprodução Assistida, acrescenta que a rotina da biossegurança tem o uso de equipamentos individuais de proteção, como jaleco ou avental impermeável, touca, luvas e propé em polipropileno, máscaras cirúrgicas, respirador facial N95, óculos e protetores faciais serão rotina para os profissionais de saúde.

O profissional de saúde deve orientar e explicar ao paciente como ele deve colaborar para prevenir a propagação de vírus e doenças contagiosas. “Ser cada vez mais “biosseguro” é informar aos pacientes que ele deve fornecer todas as informações sobre sua saúde, medicamentos que está fazendo uso, e contatos que teve no último mês, e ao retornar para a casa, não devem tocar em nada sem antes higienizar as mãos, celular e óculos com álcool 70%, além de retirar os sapatos e roupas. O ideal é tomar um banho lavando bem as mãos, punhos, pescoço e rosto”, afirma a especialista em Gestão de Qualidade em Serviços de Saúde, Rosely Cordon.

Máxima Assessoria de Imprensa
Nina Branco – Karina Martins – Mari Maellaro

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